Diário de viagem – colocando as coisas em ordem
Desde que cheguei à Espanha esse foi o meu primeiro final de semana em casa, como vocês leram aqui no blog semana passada eu fui para Valencia. O dia começou bem tarde, porque eu precisava colocar o sono em dia. Eu ainda não tinha desfeito toda minha mala, quando eu cheguei aqui o calor era tanto que não havia necessidade de tirar as roupas de frio e os casacos pesados da mala. Bermuda e chinelo foram o que eu mais usei esses dias. Porem o tempo começou a virar esse final de semana. Sábado choveu fraco e domingo choveu granizo.
Como o dia estava com cara de final de semana e aqui não tem domingão do Faustão para passar o tempo, decidi colocar minhas coisas em ordem, arrumar meu quarto e dar uma geral na casa. A vida não é feita só de festas, precisamos manter a ordem quando dividimos uma casa com mais 4 pessoas. Depois de tirar tudo da mala e guardar no armário, inventei de limpar o banheiro. Os espanhóis têm uma noção de limpeza completamente diferente da nossa. As casas aqui não têm ralo, somente no chuveiro, e nada mais. A cozinha não tem ralo e o banheiro tampouco, eu só fui descobrir isso depois de ter jogado muito água e esfregado todo o chão com sabão, só então eu fui pensar em como fazer para tirar aquela água toda lá de dentro. Pelo que me disseram as empregadas aqui não lavam o chão e nem lavam a louça, só limpam onde os olhos alcançam.
Em bares e restaurantes é normal jogar tudo no chão, guardanapo de papel, restos de pão sobras de comida, eles pensam que se alguém vai limpar o chão, eles podem sujar, parece uma coisa normal para eles. Nas lanchonetes não podemos olhar para todos os lados e tampouco querer saber como foi feito o lanche para comer, afinal o que os olhos não vêem o estomago não sente. As carnes, a maionese fica tudo em cima de um balcão, no refeitório da UEM, os queijos e bacon ficam em pratos ao lado da chapa, com uns fios passando por cima, é melhor não descrever muito porque se não eu vou ficar reparando nessas coisas e parar de comer os lanches aqui da Espanha.
Mas voltando ao meu banheiro cheio de água, eu não sabia o que fazer para secar as poças que estavam formadas. As casas aqui não têm rodo como é comum usar no Brasil. Só uma vassoura e um esfregão, foi o que eu usei, passava o esfregão na água acumulada e torcia dentro do balde e depois de cheio jogava na privada. Foi a única maneira que eu encontrei de conseguir tirar toda a água que estava no chão e dei sorte de não ter inundado todo o apartamento. Agora eu já entendi como funciona aqui, vou varrer tudo pra de baixo do tapete e nada de água para limpar, só vou dar aquela tapeada mesmo.
Depois de muito custo consegui deixar tudo em ordem no apartamento e separei todas as minhas coisas para o primeiro dia de aula. A ansiedade esta grande, quero logo conhecer os professores, ver como serão as aulas, conhecer os estrangeiros da minha sala, mas agora eu tenho que dormir cedo pra estar bem disposto na minha aula amanha e não fazer como no Museo del Prado.
Hasta luego
Espero que estejam gostando de acompanhar o meu dia-a-dia na Espanha.
Beijos e abraços
Blog: Um mundo de esperiências
19 de fev de 2010
A quarta semana!!!
Caramba! Achei que não fosse dar conta de escrever esse post. Que semana doida! Que correria!!! Tô cansada e dolorida… O Zé mais ainda…
Em resumo, mudamos e começamos a pintar o apê, fizemos a avaliação para a francisação, compramos móveis. Ah, e fizemos descobertas terríveis em relação ao modus operandi da faxina aqui nas terras geladas… Mas contemos as nossas histórias…
Faxina
Com o apê alugado, começamos a organizar a mudança. Obviamente, como é de praxe, precisamos fazer uma faxina. Invocamos o espírito de Escrava Isaura (isso mesmo, lá no Brasil não tínhamos o hábito de pegar no pesado para termos nosso lar limpo), entramos no clima, wohoo, vamos lá!!!!
Compramos o material de limpeza (sorry folks, não guardei a notinha, não lembro os preços exatos) no Dollarama (tudo a um dólar ou no máximo dois: uma vassoura tão charmosa que até dá vontade de sair voando, pá, um troço tipo bombril, baldes, enfim, todos os utensílios disponíveis para faxinar) e no Maxi (os produtos de limpeza: um ou outro recomendados por amigos e o resto foi no ‘achismo’ mesmo -uma combinação de preço, funções e a cara da embalagem).
Chegando em casa, desempacotamos tudo, lemos as instruções e começamos….
De repente, a constatação (pq já tinha lido sobre o assunto na lista de discussão do yahoo): no banheiro não tem ralo. Isso mesmo, zero buraco, zero ralo, zero escoamento (na banheira tem, é claro, mas não serve mto na hora de limpar o resto das coisas). Mas que c****, pq eles não colocam uma m**** de um escoamento no banheiro???????
Bem, segundo a maioria das instruções dos produtos, o esquema geral é o seguinte:
1) Borrifa o produto;
2) Dá um tempinho pro troço agir;
3) Remove com um paninho úmido o produto e a sujeira anexa;
4) Passa um paninho seco e era isso.
OK. Fica até cheirosinho. Verdade seja dita: os produtos são muito bons mesmo. A gordura derrete, sem brincadeira. Mas, como explicar… Sabe aquele frescor que só a água é capaz de dar? Então, fica faltando…
Decidi então meter um balde básico d’água por tudo. (Acalmem-se, eco-certos. Foi um baldezinho de nada, não cheguei nem perto de esvaziar os Grandes Lagos na minha busca por um banheirinho pequeninho limpo…) Chuáaaaaaaa. Ê beleza!!! Mais uma esponjinha nos cantinhos e ficou super legal. Exceto pelo chão. Ah, aquela água sem ralo para escoar… Como fiz????
1) Pega paninho seco;
2) Molha paninho na pocinha;
3) Espreme paninho no balde;
4) Passos 1, 2 e 3 se repetem ad infinitum.
Na próxima, vou tentar aquelas coisas que parecem uma vassoura mas que são com uma esponja na ponta.
Blog: QuebeCoisa
Caramba! Achei que não fosse dar conta de escrever esse post. Que semana doida! Que correria!!! Tô cansada e dolorida… O Zé mais ainda…
Em resumo, mudamos e começamos a pintar o apê, fizemos a avaliação para a francisação, compramos móveis. Ah, e fizemos descobertas terríveis em relação ao modus operandi da faxina aqui nas terras geladas… Mas contemos as nossas histórias…
Faxina
Com o apê alugado, começamos a organizar a mudança. Obviamente, como é de praxe, precisamos fazer uma faxina. Invocamos o espírito de Escrava Isaura (isso mesmo, lá no Brasil não tínhamos o hábito de pegar no pesado para termos nosso lar limpo), entramos no clima, wohoo, vamos lá!!!!
Compramos o material de limpeza (sorry folks, não guardei a notinha, não lembro os preços exatos) no Dollarama (tudo a um dólar ou no máximo dois: uma vassoura tão charmosa que até dá vontade de sair voando, pá, um troço tipo bombril, baldes, enfim, todos os utensílios disponíveis para faxinar) e no Maxi (os produtos de limpeza: um ou outro recomendados por amigos e o resto foi no ‘achismo’ mesmo -uma combinação de preço, funções e a cara da embalagem).
Chegando em casa, desempacotamos tudo, lemos as instruções e começamos….
De repente, a constatação (pq já tinha lido sobre o assunto na lista de discussão do yahoo): no banheiro não tem ralo. Isso mesmo, zero buraco, zero ralo, zero escoamento (na banheira tem, é claro, mas não serve mto na hora de limpar o resto das coisas). Mas que c****, pq eles não colocam uma m**** de um escoamento no banheiro???????
Bem, segundo a maioria das instruções dos produtos, o esquema geral é o seguinte:
1) Borrifa o produto;
2) Dá um tempinho pro troço agir;
3) Remove com um paninho úmido o produto e a sujeira anexa;
4) Passa um paninho seco e era isso.
OK. Fica até cheirosinho. Verdade seja dita: os produtos são muito bons mesmo. A gordura derrete, sem brincadeira. Mas, como explicar… Sabe aquele frescor que só a água é capaz de dar? Então, fica faltando…
Decidi então meter um balde básico d’água por tudo. (Acalmem-se, eco-certos. Foi um baldezinho de nada, não cheguei nem perto de esvaziar os Grandes Lagos na minha busca por um banheirinho pequeninho limpo…) Chuáaaaaaaa. Ê beleza!!! Mais uma esponjinha nos cantinhos e ficou super legal. Exceto pelo chão. Ah, aquela água sem ralo para escoar… Como fiz????
1) Pega paninho seco;
2) Molha paninho na pocinha;
3) Espreme paninho no balde;
4) Passos 1, 2 e 3 se repetem ad infinitum.
Na próxima, vou tentar aquelas coisas que parecem uma vassoura mas que são com uma esponja na ponta.
Blog: QuebeCoisa
Paris
A cidade mais linda do mundo nao poderia ser suja, nao é? Pena que paga um preço por ser tao povoada (Para comparar, Paris tem 20 696 hab./km² enquanto Sao Paulo sao 7 148,1 hab./km²)...
O rio Seine é limpinho, você pode andar de bike, fazer pique-nique ao longo dele, existe até um tal de Paris Plage durante o verao, onde as pessoas tomam banho de sol. Coisa impensavel em Sao Paulo. Mesmo assim, nao arriscaria tomar a agua de la!
Lixeira pra todo lado e um exercito de garis e caminhoes aspirador de po cuidam da limpeza. Nao vou dizer que as pessoas sao super educadas, mas como a limpeza publica realmente funciona, devem ficar no minimo constrangidas em jogar lixo no chao... Na primavera e no verao, tem verde, flores pra todo lado. Uma simples rotatoria vira um canteiro florido!
Por outro lado, algumas coisas me "chocaram" numa primeira vista em Paris. Nao é nada incomum que as prateleiras do supermercado estejam bem empoeiradas ou mesmo o chao do restaurante um pouco engordurado. Pra ver se o meu sanduiche estava quente, a garçonete nao teve duvidas em colocar o dedao nele! Na padaria, a mesma atendente que pega o seu dinheiro pega a baguete com a mao e a enrola num pedacinho minimo de papel.
Ja vi a fonte que fica na Place de la Concorde cheia de espuma porque alguém resouveu tomar banho la, como na Praça da Sé. O metro às vezes tem uns fedores bizarros, mas eu dou um desconto porque um buraco na terra com mais de 100 anos tem direito de ser fedido, nao?!
Na micro-cozinha do nosso apê de Paris, nao tem ralo. No banheiro, ralo so dentro da banheira. Alias, nesse quesito o apê é um pouco diferente, pois em geral o toilette (o vaso sanitario) fica separado do resto do banheiro (a salle de bain). Isso te obriga a sair com as maos sujas do banheiro (eca!) e torcer pra nao ter ninguém no outro banheiro pra poder lavar as maos. Talvez seja por isso que ganhei o habito de andar com alcool gel pra todo lado... Em contrapartida, ha banheiros publicos em todos os cantos e sao particularmente limpos.
Como eu nao achava a palavra "rodo" no dicionario, mostrei uma foto para o Loic: ele nunca tinha visto! Achando que era so mais uma coisa de homem sem-noçao, mostrei para uma amiga francesa e, surpresa, ela também nao sabia o que era!! Depois até vi numa loja pra vender, com o nome de balai, que na verdade é vassoura. Ah, também nunca vi uma casa com tanque.
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--- Post inteiro AQUI ---
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Blog: São Paulo - Paris - Dakar
A cidade mais linda do mundo nao poderia ser suja, nao é? Pena que paga um preço por ser tao povoada (Para comparar, Paris tem 20 696 hab./km² enquanto Sao Paulo sao 7 148,1 hab./km²)...
O rio Seine é limpinho, você pode andar de bike, fazer pique-nique ao longo dele, existe até um tal de Paris Plage durante o verao, onde as pessoas tomam banho de sol. Coisa impensavel em Sao Paulo. Mesmo assim, nao arriscaria tomar a agua de la!
Lixeira pra todo lado e um exercito de garis e caminhoes aspirador de po cuidam da limpeza. Nao vou dizer que as pessoas sao super educadas, mas como a limpeza publica realmente funciona, devem ficar no minimo constrangidas em jogar lixo no chao... Na primavera e no verao, tem verde, flores pra todo lado. Uma simples rotatoria vira um canteiro florido!
Por outro lado, algumas coisas me "chocaram" numa primeira vista em Paris. Nao é nada incomum que as prateleiras do supermercado estejam bem empoeiradas ou mesmo o chao do restaurante um pouco engordurado. Pra ver se o meu sanduiche estava quente, a garçonete nao teve duvidas em colocar o dedao nele! Na padaria, a mesma atendente que pega o seu dinheiro pega a baguete com a mao e a enrola num pedacinho minimo de papel.
Ja vi a fonte que fica na Place de la Concorde cheia de espuma porque alguém resouveu tomar banho la, como na Praça da Sé. O metro às vezes tem uns fedores bizarros, mas eu dou um desconto porque um buraco na terra com mais de 100 anos tem direito de ser fedido, nao?!
Na micro-cozinha do nosso apê de Paris, nao tem ralo. No banheiro, ralo so dentro da banheira. Alias, nesse quesito o apê é um pouco diferente, pois em geral o toilette (o vaso sanitario) fica separado do resto do banheiro (a salle de bain). Isso te obriga a sair com as maos sujas do banheiro (eca!) e torcer pra nao ter ninguém no outro banheiro pra poder lavar as maos. Talvez seja por isso que ganhei o habito de andar com alcool gel pra todo lado... Em contrapartida, ha banheiros publicos em todos os cantos e sao particularmente limpos.
Como eu nao achava a palavra "rodo" no dicionario, mostrei uma foto para o Loic: ele nunca tinha visto! Achando que era so mais uma coisa de homem sem-noçao, mostrei para uma amiga francesa e, surpresa, ela também nao sabia o que era!! Depois até vi numa loja pra vender, com o nome de balai, que na verdade é vassoura. Ah, também nunca vi uma casa com tanque.
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Blog: São Paulo - Paris - Dakar
23 de mai de 2009
Nove curiosidades sobre a Dinamarca
1- As pessoas lavam loucas e não tiram o sabão.
Verdade, verdadeiríssima. A primeira vez que meu namorado lavou loucas na minha casa no Brasil, achei meio esquisito, mas vi a cena normalmente, afinal, homens raramente sabem lavar loucas direito. Depois disso, morando aqui, minha sogra pediu ajuda na cozinha e eu vi com meus próprios olhinhos... péssimo. Passa sabão, mais água que sabão, e seca com pano de prato. Vale lembrar que, quem pensa que detergente na louca pode causar doencas como cancer, por exemplo, esquece, porque era pra todo mundo aqui estar morto.
2- As pessoas são frias.
Mentira. Aqui as pessoas são mais independentes como filhos dos pais, por exemplo. Mas se amam, são educados, gentis e carinhosos. Claaaro que no Brasil somos mais receptivos, mas eles não são frios. Alguns dizem que no verão tudo muda, as pessoas ficam mais alegres. Dá pra entender completamente, porque o inverno aqui estressa qualquer filho de Deus.
3- As pessoas pensam que escovar dentes muitas vezes por dia estraga os dentes.
Sem comentários. É verdade. Aqui tem uma pasta de dente muito famosa e cara. Só que simplesmente vc termina de escovar os dentes e sua boca continua com o mesmo gosto que ela tinha antes – ou seja – suja. O “thian” da pasta é que ela não arde a boca como as outras, o que para eles é uma coisa sem condicões e para nós sensacão de limpeza. Kkkk (péssimo)
4- Eles não lavam banheiro jogando água, apenas com um paninho.
Verdade. Heheheheheheh
O paninho limpa o vaso, depois a pia e depois a parede. Não necessariamente nessa mesma ordem. O chão do banheiro não tem ralo, o que não permite jogar água, vai escoar onde? Então dá-lhe paninho de novo, mas agora é pano de chão. Pensa bem? Passar pano de chão dentro do box? Naada higiênico. O paninho na parede é porque a água aqui tem muito cálcio e tudo fica com um aspecto branco. Então dá-lhe paninho com ajax na parede.
5- Eles não sabem que podemos usar descolorante nos pêlos do corpo e ficar com aspecto dourado.
Verdade. E nem pense que isso é porque eles são todos louros porque existem muitos que nem são. Simplesmente para eles isso é uma loucura, um disparate e fui olhada assim com o olho torto, como uma doida varrida. E ainda tive que pagar o mico (eu e simon) de perguntar onde comprar essas coisas no salão de baleza, porque comprar na farmácia igual no Brasil, jamais.
6- As pessoas não tomam banho todo dia.
Mentira. Dentro de toda casa tem aquecedores nos cômodos, inclusive no banheiro. A água da torneira também é quente, então fica fácil escovar os dentes, por exemplo.. hehe A preguica vai de cada um, mas tomar banho não é difícil como no inverno no Brasil.
7- Aqui tem sol artificial pra comprar.
Verdade. A falta de sol dá depressão e a gente nem imagina. Claro sol no Brasil tem pra dar e vender. E aqui você pode ir numa loja de eletrodomésticos e comprar uma luminaria que emite uma luz “semelhante” a luz solar. Aí vc coloca na sala e fica lá, morrendo de calor (porque dentro de casa é quente) e teoricamente sentindo-se mais feliz (povo louco).
8- O povo não almoca direito.
Verdade. Eles comem pão – um pão preto, cheeeio de fibra e sementes, uma coisa horríveeeeel, talvez minha irmã gostaria, super natureba, mas é ruim mesmo – então, o pão com manteiga, ovo cozido e camarão… eeeeeca! Da pra crer? Ah! Tem outra opcão: pão preto com peixe cru num molho de Curry, ou outra coisa do tipo… Tem outras opcões mais normais como queijo, presunto, salaminho essas coisas que conhecemos… mas aqui: Isso é café da manhã né? Almoco eu quero arroz com feijão! Heheheh
9- Eles só comem batata.
Verdadeiríssima… Eu pensei que era pelo preco – é suuuuper barato, mas todo mundo, do “pobre” (aqui não tem né?) ao rico.. batata, batata, batata. É impressionante a criatividade. Só muda a carne mas a batatinha tá la. E outra, é batata, carne e salada. Acabou. Não é igual no Brasil, que comemos batata, arroz, feijão, aquele macarrão do fundo da geladeira com farofa e frango assado não. Simplesmente, eu, farofeira nata, termino de comer e continuo com fome. Rsrsrrsr. Será por isso que apartamento aqui tem fogão apenas com duas bocas?
Tá aí. Quando lembrar mais coisas eu conto!
Blog: Eu penso muitas coisas
1- As pessoas lavam loucas e não tiram o sabão.
Verdade, verdadeiríssima. A primeira vez que meu namorado lavou loucas na minha casa no Brasil, achei meio esquisito, mas vi a cena normalmente, afinal, homens raramente sabem lavar loucas direito. Depois disso, morando aqui, minha sogra pediu ajuda na cozinha e eu vi com meus próprios olhinhos... péssimo. Passa sabão, mais água que sabão, e seca com pano de prato. Vale lembrar que, quem pensa que detergente na louca pode causar doencas como cancer, por exemplo, esquece, porque era pra todo mundo aqui estar morto.
2- As pessoas são frias.
Mentira. Aqui as pessoas são mais independentes como filhos dos pais, por exemplo. Mas se amam, são educados, gentis e carinhosos. Claaaro que no Brasil somos mais receptivos, mas eles não são frios. Alguns dizem que no verão tudo muda, as pessoas ficam mais alegres. Dá pra entender completamente, porque o inverno aqui estressa qualquer filho de Deus.
3- As pessoas pensam que escovar dentes muitas vezes por dia estraga os dentes.
Sem comentários. É verdade. Aqui tem uma pasta de dente muito famosa e cara. Só que simplesmente vc termina de escovar os dentes e sua boca continua com o mesmo gosto que ela tinha antes – ou seja – suja. O “thian” da pasta é que ela não arde a boca como as outras, o que para eles é uma coisa sem condicões e para nós sensacão de limpeza. Kkkk (péssimo)
4- Eles não lavam banheiro jogando água, apenas com um paninho.
Verdade. Heheheheheheh
O paninho limpa o vaso, depois a pia e depois a parede. Não necessariamente nessa mesma ordem. O chão do banheiro não tem ralo, o que não permite jogar água, vai escoar onde? Então dá-lhe paninho de novo, mas agora é pano de chão. Pensa bem? Passar pano de chão dentro do box? Naada higiênico. O paninho na parede é porque a água aqui tem muito cálcio e tudo fica com um aspecto branco. Então dá-lhe paninho com ajax na parede.
5- Eles não sabem que podemos usar descolorante nos pêlos do corpo e ficar com aspecto dourado.
Verdade. E nem pense que isso é porque eles são todos louros porque existem muitos que nem são. Simplesmente para eles isso é uma loucura, um disparate e fui olhada assim com o olho torto, como uma doida varrida. E ainda tive que pagar o mico (eu e simon) de perguntar onde comprar essas coisas no salão de baleza, porque comprar na farmácia igual no Brasil, jamais.
6- As pessoas não tomam banho todo dia.
Mentira. Dentro de toda casa tem aquecedores nos cômodos, inclusive no banheiro. A água da torneira também é quente, então fica fácil escovar os dentes, por exemplo.. hehe A preguica vai de cada um, mas tomar banho não é difícil como no inverno no Brasil.
7- Aqui tem sol artificial pra comprar.
Verdade. A falta de sol dá depressão e a gente nem imagina. Claro sol no Brasil tem pra dar e vender. E aqui você pode ir numa loja de eletrodomésticos e comprar uma luminaria que emite uma luz “semelhante” a luz solar. Aí vc coloca na sala e fica lá, morrendo de calor (porque dentro de casa é quente) e teoricamente sentindo-se mais feliz (povo louco).
8- O povo não almoca direito.
Verdade. Eles comem pão – um pão preto, cheeeio de fibra e sementes, uma coisa horríveeeeel, talvez minha irmã gostaria, super natureba, mas é ruim mesmo – então, o pão com manteiga, ovo cozido e camarão… eeeeeca! Da pra crer? Ah! Tem outra opcão: pão preto com peixe cru num molho de Curry, ou outra coisa do tipo… Tem outras opcões mais normais como queijo, presunto, salaminho essas coisas que conhecemos… mas aqui: Isso é café da manhã né? Almoco eu quero arroz com feijão! Heheheh
9- Eles só comem batata.
Verdadeiríssima… Eu pensei que era pelo preco – é suuuuper barato, mas todo mundo, do “pobre” (aqui não tem né?) ao rico.. batata, batata, batata. É impressionante a criatividade. Só muda a carne mas a batatinha tá la. E outra, é batata, carne e salada. Acabou. Não é igual no Brasil, que comemos batata, arroz, feijão, aquele macarrão do fundo da geladeira com farofa e frango assado não. Simplesmente, eu, farofeira nata, termino de comer e continuo com fome. Rsrsrrsr. Será por isso que apartamento aqui tem fogão apenas com duas bocas?
Tá aí. Quando lembrar mais coisas eu conto!
Blog: Eu penso muitas coisas
Estranhezas da Irlanda
- não tem ralo
- não tem box
- tanque é artigo de luxo
- é proibido fumar nos pubs
- nenhuma fruta tem caroço
- é comum ver trocentos bêbados ao meio dia (esse povo bebe...)
- as boates fecham E-X-A-T-A-M-E-N-T-E às 2h30m
- ninguém fala com as celebridades irlandesas para não perturbá-las. Mesmo se for o Bono do U2!
- e “Bono Vox”, como nós o chamamos, é motivo de piada por aqui. Eles dizem que é coisa de brasileiro, que isso não existe. É só Bono e ponto.
- para ter televisão, é preciso pagar uma taxa anual de 150 euros para cada aparelho. Veja bem, não se trata de TV a cabo. Basta a TV existir
- pra piorar, tem o “fiscal de TV”. Um senhorzinho que vai de casa em casa ver se você tem tv e se está em dia com o governo...
- o “gato net” aqui se chama caixa mágica e é negociado com o mesmo sigilo do tráfico de drogas
- eles chamam o Kaká de Káka
- mendigo é limpinho
- caldo de feijão é molho de tomate (molho de tomaaate!)
- historicamente os irlandeses odeiam a Inglaterra, mas todos torcem por time inglês
- eles chamam vale-tudo de rugby
- ônibus não dá troco
- mulher nunca paga a conta em bar (okay, isso não é exatamente uma estranheza)
- supermercado não oferece sacolas plásticas para carregar as compras
- carrinho de compras precisa ser alugado
- são 15 dentes podres por arcada dentária
- os homens nunca chegam numa mulher antes dos “três meses” de convivência
- é tão complicado atravessar a rua que existem indicações em cada esquina: olhe para a esquerda, olhe para a direita...
- o governo paga 500 euros mensalmente, por 16 anos, para a família de cada criança gerada. Conseqüência disso é a enxurrada de adolescentes maluquetes que querem fazer uma graninha
- dessas crianças mal paridas surgem os snackers: péla sacos revoltados que se acham o zé pequeno
- aqui é feio retirar a bandeja ao fim das refeições nos fast foods
- é feio também parar do lado esquerdo da escada rolante
- banheiro não tem tomada
- tomada tem interruptor
- ninguém paga conta de água
- não existe copo com menos de 500 mL
- bairro não tem nome, mas números. Eu, por exemplo, moro em Dublin 3
- bairros pares são bons, os ímpares, ruins. Ou seja, eu continuo morando no Méier
- não existe barata
- no inverno, anoitece às 4 horas da tarde
- no verão, 11 horas da noite ainda é dia
- todas as referências de caminho são bares (até as enviadas por uma vaga de emprego)
- eles comem pipoca velha, fria e industrializada
- eles chamam Dublin de Dôblin. Dizem bôt em vez de but. E bôs no lugar de bus.
- é frio pra dedéu
- chove quase todo dia
- uma cerveja custa 6,90 euros
- mas a maior das estranhezas é não se apaixonar por este lugar
Blog: Rascunho
- não tem ralo
- não tem box
- tanque é artigo de luxo
- é proibido fumar nos pubs
- nenhuma fruta tem caroço
- é comum ver trocentos bêbados ao meio dia (esse povo bebe...)
- as boates fecham E-X-A-T-A-M-E-N-T-E às 2h30m
- ninguém fala com as celebridades irlandesas para não perturbá-las. Mesmo se for o Bono do U2!
- e “Bono Vox”, como nós o chamamos, é motivo de piada por aqui. Eles dizem que é coisa de brasileiro, que isso não existe. É só Bono e ponto.
- para ter televisão, é preciso pagar uma taxa anual de 150 euros para cada aparelho. Veja bem, não se trata de TV a cabo. Basta a TV existir
- pra piorar, tem o “fiscal de TV”. Um senhorzinho que vai de casa em casa ver se você tem tv e se está em dia com o governo...
- o “gato net” aqui se chama caixa mágica e é negociado com o mesmo sigilo do tráfico de drogas
- eles chamam o Kaká de Káka
- mendigo é limpinho
- caldo de feijão é molho de tomate (molho de tomaaate!)
- historicamente os irlandeses odeiam a Inglaterra, mas todos torcem por time inglês
- eles chamam vale-tudo de rugby
- ônibus não dá troco
- mulher nunca paga a conta em bar (okay, isso não é exatamente uma estranheza)
- supermercado não oferece sacolas plásticas para carregar as compras
- carrinho de compras precisa ser alugado
- são 15 dentes podres por arcada dentária
- os homens nunca chegam numa mulher antes dos “três meses” de convivência
- é tão complicado atravessar a rua que existem indicações em cada esquina: olhe para a esquerda, olhe para a direita...
- o governo paga 500 euros mensalmente, por 16 anos, para a família de cada criança gerada. Conseqüência disso é a enxurrada de adolescentes maluquetes que querem fazer uma graninha
- dessas crianças mal paridas surgem os snackers: péla sacos revoltados que se acham o zé pequeno
- aqui é feio retirar a bandeja ao fim das refeições nos fast foods
- é feio também parar do lado esquerdo da escada rolante
- banheiro não tem tomada
- tomada tem interruptor
- ninguém paga conta de água
- não existe copo com menos de 500 mL
- bairro não tem nome, mas números. Eu, por exemplo, moro em Dublin 3
- bairros pares são bons, os ímpares, ruins. Ou seja, eu continuo morando no Méier
- não existe barata
- no inverno, anoitece às 4 horas da tarde
- no verão, 11 horas da noite ainda é dia
- todas as referências de caminho são bares (até as enviadas por uma vaga de emprego)
- eles comem pipoca velha, fria e industrializada
- eles chamam Dublin de Dôblin. Dizem bôt em vez de but. E bôs no lugar de bus.
- é frio pra dedéu
- chove quase todo dia
- uma cerveja custa 6,90 euros
- mas a maior das estranhezas é não se apaixonar por este lugar
Blog: Rascunho
Coisas do outro mundo
Saudade de prosear por aqui, de contar os causos, as cronicas diàrias. Pra matar essa saudade de tantos dias de ausencia e pra entender mais um pouco do meu mundinho siciliano resolvi fazer uma especie de manual cultural para marinheiros de primeira viagem e selecionei algumas curiosidades:
→ O pessoal daqui é louco por futebol tanto quanto os brasileiros, e como tem tantos craques que jogam na Italia, sempre sabem o nome de algum jogador: Kakà, Cafu, Dida, Ronaldo, Ronaldinho..
→ A primeira observaçao que fazem quando eu digo que sou brasileira é: Nossa, como voce é solar! Eu nao sei exatamente o que significa, mas desconfio que é porque eu sou bem branquela (branca, luz, sol, solar… sei là!) e eles achavam que toda brasileira era escura.
→ A primeira pergunta cretina que me fizeram: Voce dança? Ta certo que foi dito por uma pessoa que parece que nao pensa, mas pra maioria dos italianos todo brasileiro sabe sambar e toda brasileira ou é passista de escola de samba ou é mulata do Sargenteli.
→ Na Sicilia onde eu moro, no verao é um calor do cao! Em 2007 eu peguei 47 graus!! No inverno é um frio desesperador, ao menos pra mim que nao to acostumada, mas o maximo que peguei aqui foi 2,3 graus abaixo de zero. A coisa mais linda do inverno é a neve!
→ Aqui chove muito no outono e no inverno, sao verdadeiras tempestades.
→ Em compensaçao na primavera, que começa agora, o calor vem chegando devagarinho e o mundo se enche de flores! E’ lindo demais! Os dias sao muito bonitos, sem chuva, e esse periodo maravilhoso continua até o final do verao.
→ No auge do inverno amanhece as 08h da manha e anoitece as 16h e no auge do verão, amanhece as 06h e anoitece as 20h.
→ Uma amiga do curso de culinaria me disse que dà para sacar quando uma pessoa é brasileira porque nòs usamos pouca maquiagem e muitos colares (mesmo no inverno). Hehehehe me deu vontade de rir do generalismo, mas eu sou assim mesmo!
→ Os banheiros e as cozinhas nao tem ralo no chao!!! Isso mesmo, nao dà pra lavar jogando àgua e sabao! Eles usam àgua com detergente e um tal esfregao que chamam de “mocho”. Cada um tem seu jeito, né? Eu jà fui logo subvertendo as coisas, girei a cidade inteira, achei um rodo e dei um jeito de lavar com àgua e sabao e nao apenas com detergente! Onde jà se viu nao enxaguar com àgua até o pano sair limpinho como a minha mae me ensinou!!
→ Faxineira aqui é artigo de luxo e cobra de 6 a 10 euros por hora!! Sao quase 30 reais por hora!!
→ Manicure que no Brasil eu tinha, em casa, toda semana aqui passou a ser artigo de ultima necessidade. Cariiiissssimmo! Pra falar a verdade qualquer tipo de serviço de beleza é um absurdo e desde que estou aqui fui ao salao somente umas 5 ou 6 vezes.
→ O lençol de cama nao tem o “virol”, ou seja os lençois nao tem aquela emenda que nos permite colocar o desenho da roupa de cama virada pra cima, o avesso pra baixo e ainda assim virar a pontinha do lençol e continuar com o mesmo desenho.
→ Algumas contas da casa vem bimestralmente ou trimestralmente ou ainda semestralmente. Isso me faz tomar cada susto com as contas de àgua, gàs e luz por exemplo.
→ Cheque depositado demora DEZ dias uteis pra compensar!
→ No cinema todos os filmes sao dublados em italiano. Todos. Nao existe filme legendado com som original.
→ No cinema, bem no meio do filme tem um intervalo de uns 15 minutos e aparece escrito numa tela branca “INTERVALLO”. Hahahahaha. Eu morri de rir a primeira vez que eu vi isso. De nervoso. Sei là pra que é isso. Acho que é pra sair pra fumar, pra comer ou pra ir ao banheiro, mas eu acho um absurdo interromper o clima do filme bem no meio.
→ Come-se pao TODOS os dias em todas as refeiçoes e massas quase todos os dias. Habitualmente as refeiçoes sao divididas assim: um primeiro prato - massa, risotto, salada de arroz, batatas ou polenta.. segundo prato: carnes, peixes, aves, salames, frios, queijos, verduras acompanhadas de pao… salada depois ou junto com o segundo… e pra finalizar: fruta fresca ou seca depois da refeiçao.
E aì? Gostou?
Blog: O Admirável Mundo Novo da LuLu
Saudade de prosear por aqui, de contar os causos, as cronicas diàrias. Pra matar essa saudade de tantos dias de ausencia e pra entender mais um pouco do meu mundinho siciliano resolvi fazer uma especie de manual cultural para marinheiros de primeira viagem e selecionei algumas curiosidades:
→ O pessoal daqui é louco por futebol tanto quanto os brasileiros, e como tem tantos craques que jogam na Italia, sempre sabem o nome de algum jogador: Kakà, Cafu, Dida, Ronaldo, Ronaldinho..
→ A primeira observaçao que fazem quando eu digo que sou brasileira é: Nossa, como voce é solar! Eu nao sei exatamente o que significa, mas desconfio que é porque eu sou bem branquela (branca, luz, sol, solar… sei là!) e eles achavam que toda brasileira era escura.
→ A primeira pergunta cretina que me fizeram: Voce dança? Ta certo que foi dito por uma pessoa que parece que nao pensa, mas pra maioria dos italianos todo brasileiro sabe sambar e toda brasileira ou é passista de escola de samba ou é mulata do Sargenteli.
→ Na Sicilia onde eu moro, no verao é um calor do cao! Em 2007 eu peguei 47 graus!! No inverno é um frio desesperador, ao menos pra mim que nao to acostumada, mas o maximo que peguei aqui foi 2,3 graus abaixo de zero. A coisa mais linda do inverno é a neve!
→ Aqui chove muito no outono e no inverno, sao verdadeiras tempestades.
→ Em compensaçao na primavera, que começa agora, o calor vem chegando devagarinho e o mundo se enche de flores! E’ lindo demais! Os dias sao muito bonitos, sem chuva, e esse periodo maravilhoso continua até o final do verao.
→ No auge do inverno amanhece as 08h da manha e anoitece as 16h e no auge do verão, amanhece as 06h e anoitece as 20h.
→ Uma amiga do curso de culinaria me disse que dà para sacar quando uma pessoa é brasileira porque nòs usamos pouca maquiagem e muitos colares (mesmo no inverno). Hehehehe me deu vontade de rir do generalismo, mas eu sou assim mesmo!
→ Os banheiros e as cozinhas nao tem ralo no chao!!! Isso mesmo, nao dà pra lavar jogando àgua e sabao! Eles usam àgua com detergente e um tal esfregao que chamam de “mocho”. Cada um tem seu jeito, né? Eu jà fui logo subvertendo as coisas, girei a cidade inteira, achei um rodo e dei um jeito de lavar com àgua e sabao e nao apenas com detergente! Onde jà se viu nao enxaguar com àgua até o pano sair limpinho como a minha mae me ensinou!!
→ Faxineira aqui é artigo de luxo e cobra de 6 a 10 euros por hora!! Sao quase 30 reais por hora!!
→ Manicure que no Brasil eu tinha, em casa, toda semana aqui passou a ser artigo de ultima necessidade. Cariiiissssimmo! Pra falar a verdade qualquer tipo de serviço de beleza é um absurdo e desde que estou aqui fui ao salao somente umas 5 ou 6 vezes.
→ O lençol de cama nao tem o “virol”, ou seja os lençois nao tem aquela emenda que nos permite colocar o desenho da roupa de cama virada pra cima, o avesso pra baixo e ainda assim virar a pontinha do lençol e continuar com o mesmo desenho.
→ Algumas contas da casa vem bimestralmente ou trimestralmente ou ainda semestralmente. Isso me faz tomar cada susto com as contas de àgua, gàs e luz por exemplo.
→ Cheque depositado demora DEZ dias uteis pra compensar!
→ No cinema todos os filmes sao dublados em italiano. Todos. Nao existe filme legendado com som original.
→ No cinema, bem no meio do filme tem um intervalo de uns 15 minutos e aparece escrito numa tela branca “INTERVALLO”. Hahahahaha. Eu morri de rir a primeira vez que eu vi isso. De nervoso. Sei là pra que é isso. Acho que é pra sair pra fumar, pra comer ou pra ir ao banheiro, mas eu acho um absurdo interromper o clima do filme bem no meio.
→ Come-se pao TODOS os dias em todas as refeiçoes e massas quase todos os dias. Habitualmente as refeiçoes sao divididas assim: um primeiro prato - massa, risotto, salada de arroz, batatas ou polenta.. segundo prato: carnes, peixes, aves, salames, frios, queijos, verduras acompanhadas de pao… salada depois ou junto com o segundo… e pra finalizar: fruta fresca ou seca depois da refeiçao.
E aì? Gostou?
Blog: O Admirável Mundo Novo da LuLu
Banheiro

Felizmente eu ainda não passei pela situação da tirinha :)
Nos dois hotéis em que estive, e também no Google, as privadas são ocidentais e sempre têm papel higiênico. Mas não sei se é padrão, vai ver eu só dei sorte até agora. Por via das dúvidas eu sempre tenho um rolo de papel na mochila.
Mas a coisa bizarra aqui não é a privada, é o chuveiro! Ele também é elétrico como é comum no Brasil, mas o aquecimento é feito de maneira externa. Ao invés do próprio chuveiro aquecer a água, o chuveiro em si é só um cano que liga num aquecedor externo que eles chamam de geyser. Nos dois hotéis tem a plaquinha "for hot water please turn on the geyser".
A parte chata desse sistema é que a capacidade do geyser é pequena, então você precisa deixar ligado por um tempo antes de entrar no banho; e como a quantidade de água quente é limitada, se você tiver cabelo comprido provavelmente a água quente acaba antes que você acabe de lavar o cabelo.
Outro ponto bizarro é que não tem ralo sob o chuveiro. Ao invés disso, o banheiro é construído em declive, de maneira que a água que cai do chuveiro corre por todo o banheiro até entrar num ralo lááá do outro lado.
Blog: India Broadcast

Felizmente eu ainda não passei pela situação da tirinha :)
Nos dois hotéis em que estive, e também no Google, as privadas são ocidentais e sempre têm papel higiênico. Mas não sei se é padrão, vai ver eu só dei sorte até agora. Por via das dúvidas eu sempre tenho um rolo de papel na mochila.
Mas a coisa bizarra aqui não é a privada, é o chuveiro! Ele também é elétrico como é comum no Brasil, mas o aquecimento é feito de maneira externa. Ao invés do próprio chuveiro aquecer a água, o chuveiro em si é só um cano que liga num aquecedor externo que eles chamam de geyser. Nos dois hotéis tem a plaquinha "for hot water please turn on the geyser".
A parte chata desse sistema é que a capacidade do geyser é pequena, então você precisa deixar ligado por um tempo antes de entrar no banho; e como a quantidade de água quente é limitada, se você tiver cabelo comprido provavelmente a água quente acaba antes que você acabe de lavar o cabelo.
Outro ponto bizarro é que não tem ralo sob o chuveiro. Ao invés disso, o banheiro é construído em declive, de maneira que a água que cai do chuveiro corre por todo o banheiro até entrar num ralo lááá do outro lado.
Blog: India Broadcast
22 de mai de 2009
Vida do Brasil
Acho que isso bate em todo imigrante. Uma bela noite romana, os brothers todos com as namoradas e eu sem carro, sem grana, sem vontade de forçar a cabeça pra falar italiano. Balbuciar italiano. Estragar o idioma, so com frases simples, mal pronunciadas. Nada parece estar dando certo. Sozinho. Longe. Sinto o lado negro da força avançando.
Sair, andar a esmo, girar pela vizinhança, qualquer coisa, menos entrar no msn ou ficar sozinho em casa. Pego a Via Prenestina e caminho quase 2 kilometros, pensando nas coisas boas que poderia estar fazendo no Brasil, pensando na maldita idéia de largar toda a minha estrutura de vida pra trás, na grandessísima imbecilidade de pensar que talvez eu poderia viver melhor na Europa do que Brasil. Eu sou o tipo que se arrepende. Não pego minhas decisões e carrego a vida toda com certeza quase divina. Eu reclamo, eu repenso... Ai, que cagada.
E meus brothers, meu celular cheio de números, possibilidades, a casa da vó ali pertinho da Av. Paulista. Lembrei da lanchonete do estadão aberta 24 horas com aquele lanche de pernil suculento e delicioso a qualquer momento da madrugada. Ansiedade, tristeza... E a via Prenestina quase acabando, terminando numa praça, onde pude avistar um bando de gente... Gente em pé, se divertindo, falando, bebendo. Falando alto e com as mãos, sem medo de ser inconveniente. Autênticos. Chatos.
Malditos. Como podem estar tão felizes? Eles tomam essa breja amarga, forte demais, nem devem conhecer a nossa, brazuca, leve, deliciosa, geladissima... Ah, e os butecos da Vila Madalena? Breja de garrafa, mesa de plástico na calçada... Putamerda. Caralho. Cazzo. Coglione. Ansiedade, angústia, saudades. Estou no perto da Via del Pigneto. Longe.
E eles aqui, indiferentes, vivendo suas vidas. Realmente, foda demais. Resolvi voltar pra casa. Vou ficar no youtube sim, desenhar, ou coisa que o valha. Toda essa felicidade alheia me faz mal. Mas, antes um 360° na pracinha tosca. Uma chance de me cansar mais e praguejar em paz contra a humanidade. E heis que ali, do outro lado, uma placa amarela se destaca da paisagem monocromática. Sim, amarela, e com letras verdes... E putaquepariu! Sim, escrito em português, claríssimo: Vida do Brasil!
Vamos lá, não é possível, não estou sonhando... Conforme me aproximo, posso distinguir uma bandeira do Brasil ali dentro, e uma geladeira, cheia de cerveja. Cerveja Brasileira. Skol. Paro, sem entrar. Observo. Vejo a italianada se aglomerando na fila da caipirinha de 5 euros. Paro, ainda fora.
Penso se é verdade, ou se possívelmente estou imaginando. Sim, sou pessimista, não posso me dar por feliz assim tão facilmente. Estou ainda parado na frente do Bar, e começo a reparar nos detalhes... tem Guaraná, tem 51, tem Velho Barreiro, tem um berimbau, saquinhos de feijão, tem havaianas, tem até uma mulher do lado de dentro do balcão com cara de brasileira.
Sim, sou pessimista, mas não cego. Realmente, o destino esta do meu lado. Entro, lentamente, um passo de cada vez, sentindo o ambiente... a música, o zeca pagodinho emanando da gigantesca TV. Começo a deixar a angústia de lado e entro na fila. Uma sensação de descompressão, relaxamento. Um a um, os italianos subitamente me parecem mais amistosos. Eles amam o Brasil. Eles querem uma caipirinha. Eles tentam sambar. Chega minha vez no balcão, e quem me atende é um coroa de seus 50 anos, branquelo. Estou em silêncio respeitoso, dentro de uma área sagrada. Fé pra caralho. Sem saber o que dizer, nem em qual idioma.
- Prego! - Diz me o coroa.
- Senta... Io vorrei una birra brasiliana. - respondo eu, em italiano tosco.
- Skol, Nova Skin...
- La Skol va beníssimo.
- Aspelta... Pronto! - E o coroa me traz o santo graal, gelado, lindo, brilhante. Sim, eu me recordo da garrafa emanando luz.
Uma pausa dramática. Uns 2 segundos de silêncio. Silêncio daqueles que pesam nos ouvidos.
- Mah...Scusa me, dai... Mas se essa skol não estiver geladíssima eu não tomo, firmeza? - Prontofalei.
O tiozão subitamente também se iluminou.
- Mas você é brasileiro! Porque não disse! E de São Paulo né? Nisso já chamou a mulher ao lado: Olha um brasileiro aqui, paulista! Ela, e o bar inteiro me olham, com uma certa reprovação. Sim, pois como é possivel um brasileiro assim, tão bem camuflado entre eles? E ele nem está tentando sambar? Nem os pezinhos no ritmo da música?
Cumprimento a moça, ignoro todo o resto, pago minha skol, viro as costas, saindo respeitosamente em silêncio. Definitivamente, um milagre. Esses fenômenos que Deus manda na nossa vida, pra que não nos esqueçamos Dele. E eu saboreando cada gota daquele maravilhoso presente do destino.
Vida do Brasil. Pensando em como pode uma cerveja e três palavras em português fazerem tanto bem a um brazuca longe de casa. E a garrafa agora enfeita meu quarto, tal e qual um santo graal em cima da estante.
E segue o link, pra que não me acusem de estar inventando ou dando falso testemunho:
Bar Vida Do Brasil.
Blog: Pé na Bota
Acho que isso bate em todo imigrante. Uma bela noite romana, os brothers todos com as namoradas e eu sem carro, sem grana, sem vontade de forçar a cabeça pra falar italiano. Balbuciar italiano. Estragar o idioma, so com frases simples, mal pronunciadas. Nada parece estar dando certo. Sozinho. Longe. Sinto o lado negro da força avançando.
Sair, andar a esmo, girar pela vizinhança, qualquer coisa, menos entrar no msn ou ficar sozinho em casa. Pego a Via Prenestina e caminho quase 2 kilometros, pensando nas coisas boas que poderia estar fazendo no Brasil, pensando na maldita idéia de largar toda a minha estrutura de vida pra trás, na grandessísima imbecilidade de pensar que talvez eu poderia viver melhor na Europa do que Brasil. Eu sou o tipo que se arrepende. Não pego minhas decisões e carrego a vida toda com certeza quase divina. Eu reclamo, eu repenso... Ai, que cagada.
E meus brothers, meu celular cheio de números, possibilidades, a casa da vó ali pertinho da Av. Paulista. Lembrei da lanchonete do estadão aberta 24 horas com aquele lanche de pernil suculento e delicioso a qualquer momento da madrugada. Ansiedade, tristeza... E a via Prenestina quase acabando, terminando numa praça, onde pude avistar um bando de gente... Gente em pé, se divertindo, falando, bebendo. Falando alto e com as mãos, sem medo de ser inconveniente. Autênticos. Chatos.
Malditos. Como podem estar tão felizes? Eles tomam essa breja amarga, forte demais, nem devem conhecer a nossa, brazuca, leve, deliciosa, geladissima... Ah, e os butecos da Vila Madalena? Breja de garrafa, mesa de plástico na calçada... Putamerda. Caralho. Cazzo. Coglione. Ansiedade, angústia, saudades. Estou no perto da Via del Pigneto. Longe.
E eles aqui, indiferentes, vivendo suas vidas. Realmente, foda demais. Resolvi voltar pra casa. Vou ficar no youtube sim, desenhar, ou coisa que o valha. Toda essa felicidade alheia me faz mal. Mas, antes um 360° na pracinha tosca. Uma chance de me cansar mais e praguejar em paz contra a humanidade. E heis que ali, do outro lado, uma placa amarela se destaca da paisagem monocromática. Sim, amarela, e com letras verdes... E putaquepariu! Sim, escrito em português, claríssimo: Vida do Brasil!
Vamos lá, não é possível, não estou sonhando... Conforme me aproximo, posso distinguir uma bandeira do Brasil ali dentro, e uma geladeira, cheia de cerveja. Cerveja Brasileira. Skol. Paro, sem entrar. Observo. Vejo a italianada se aglomerando na fila da caipirinha de 5 euros. Paro, ainda fora.
Penso se é verdade, ou se possívelmente estou imaginando. Sim, sou pessimista, não posso me dar por feliz assim tão facilmente. Estou ainda parado na frente do Bar, e começo a reparar nos detalhes... tem Guaraná, tem 51, tem Velho Barreiro, tem um berimbau, saquinhos de feijão, tem havaianas, tem até uma mulher do lado de dentro do balcão com cara de brasileira.
Sim, sou pessimista, mas não cego. Realmente, o destino esta do meu lado. Entro, lentamente, um passo de cada vez, sentindo o ambiente... a música, o zeca pagodinho emanando da gigantesca TV. Começo a deixar a angústia de lado e entro na fila. Uma sensação de descompressão, relaxamento. Um a um, os italianos subitamente me parecem mais amistosos. Eles amam o Brasil. Eles querem uma caipirinha. Eles tentam sambar. Chega minha vez no balcão, e quem me atende é um coroa de seus 50 anos, branquelo. Estou em silêncio respeitoso, dentro de uma área sagrada. Fé pra caralho. Sem saber o que dizer, nem em qual idioma.
- Prego! - Diz me o coroa.
- Senta... Io vorrei una birra brasiliana. - respondo eu, em italiano tosco.
- Skol, Nova Skin...
- La Skol va beníssimo.
- Aspelta... Pronto! - E o coroa me traz o santo graal, gelado, lindo, brilhante. Sim, eu me recordo da garrafa emanando luz.
Uma pausa dramática. Uns 2 segundos de silêncio. Silêncio daqueles que pesam nos ouvidos.
- Mah...Scusa me, dai... Mas se essa skol não estiver geladíssima eu não tomo, firmeza? - Prontofalei.
O tiozão subitamente também se iluminou.
- Mas você é brasileiro! Porque não disse! E de São Paulo né? Nisso já chamou a mulher ao lado: Olha um brasileiro aqui, paulista! Ela, e o bar inteiro me olham, com uma certa reprovação. Sim, pois como é possivel um brasileiro assim, tão bem camuflado entre eles? E ele nem está tentando sambar? Nem os pezinhos no ritmo da música?
Cumprimento a moça, ignoro todo o resto, pago minha skol, viro as costas, saindo respeitosamente em silêncio. Definitivamente, um milagre. Esses fenômenos que Deus manda na nossa vida, pra que não nos esqueçamos Dele. E eu saboreando cada gota daquele maravilhoso presente do destino.
Vida do Brasil. Pensando em como pode uma cerveja e três palavras em português fazerem tanto bem a um brazuca longe de casa. E a garrafa agora enfeita meu quarto, tal e qual um santo graal em cima da estante.
E segue o link, pra que não me acusem de estar inventando ou dando falso testemunho:
Bar Vida Do Brasil.
Blog: Pé na Bota
23 de fev de 2009
Aí pessoal, não encontrei mais ninguém falando de ralo e enquanto espero novos imigrantes que reclamam, copio o post de uma brasileira na Escócia (via Mundo Pequeno) que deu a melhor definição que já li/ouvi sobre o sol mixuruca que a gente vê (isso mesmo, vê) no inverno. Ecco:
Luz de geladeira
Não aguento mais esse frio escocês, muito mais frio do que na Alemanha, apesar de lá as temperaturas serem mais baixas e ter mais neve, aqui é mais gelado, acho que por causa da umidade. A vedação do meu apartamento também não ajuda, como é antigo, mesmo com vidros duplos nas janelas o ar frio passa, nem sei mais por onde. O aquecimento fica ligado o dia todo e eu encasacada mesmo assim, De manhã ligamos a lareira pra poder tomar café da manhã, chiquérrimo, alguns vão dizer, se não fosse meu corpo contraído tentando segurar a xícara antes que o café congele, ninguém merece. Até na rua, coloco meus casacos mais pesados e todo o arsenal de inverno, mas continuo com frio, aff!
Não sentia isso na terra do chucrute, até gostava do inverno, mas aqui é F*, desculpe-me o palavreado, porque é frio o ano inteiro, só varia degelado pra menos frio. Assim, nem adianta torcer pra chegar a primavera, porque vai continuar. E o mais deprimente é pensar que nem no verão esquenta ai ai ai, não dá pra viver aqui pra sempre meeeesmo. O sol aparece na linha do horizonte e quase cega a vista da gente e esquentar que é bom, nada, parece luz de geladeira.
Saudade de dar uma suadinha.
Blog: Saia Xadrez
Luz de geladeira
Não aguento mais esse frio escocês, muito mais frio do que na Alemanha, apesar de lá as temperaturas serem mais baixas e ter mais neve, aqui é mais gelado, acho que por causa da umidade. A vedação do meu apartamento também não ajuda, como é antigo, mesmo com vidros duplos nas janelas o ar frio passa, nem sei mais por onde. O aquecimento fica ligado o dia todo e eu encasacada mesmo assim, De manhã ligamos a lareira pra poder tomar café da manhã, chiquérrimo, alguns vão dizer, se não fosse meu corpo contraído tentando segurar a xícara antes que o café congele, ninguém merece. Até na rua, coloco meus casacos mais pesados e todo o arsenal de inverno, mas continuo com frio, aff!
Não sentia isso na terra do chucrute, até gostava do inverno, mas aqui é F*, desculpe-me o palavreado, porque é frio o ano inteiro, só varia degelado pra menos frio. Assim, nem adianta torcer pra chegar a primavera, porque vai continuar. E o mais deprimente é pensar que nem no verão esquenta ai ai ai, não dá pra viver aqui pra sempre meeeesmo. O sol aparece na linha do horizonte e quase cega a vista da gente e esquentar que é bom, nada, parece luz de geladeira.
Saudade de dar uma suadinha.
Blog: Saia Xadrez
16 de fev de 2009
Você Sabia? Ralos e Tanques
Bom, mais uma vez o Você Sabia traz um assunto que vai MUDAR A SUA VIDA na Irlanda.
Depois de falarmos de assuntos fundamentais a vida / sobrevivência do ser humano como: ponto de ônibus ao contrário, chuveiros e fogões diferentes, placas que não significam nada, entre outras coisas, chegou a hora de mostrar mais uma peculiaridade das casas irlandesas.
O vídeo abaixo tem o estado da arte do conteúdo que tange Ralos e Tanques. Confira!
Blog: E-dublin
Bom, mais uma vez o Você Sabia traz um assunto que vai MUDAR A SUA VIDA na Irlanda.
Depois de falarmos de assuntos fundamentais a vida / sobrevivência do ser humano como: ponto de ônibus ao contrário, chuveiros e fogões diferentes, placas que não significam nada, entre outras coisas, chegou a hora de mostrar mais uma peculiaridade das casas irlandesas.
O vídeo abaixo tem o estado da arte do conteúdo que tange Ralos e Tanques. Confira!
Blog: E-dublin
Sacudiu a poeira e foi ao cinema

Vida de jornalista é assim: em qualquer roda sempre tem alguém que te pergunta quantos jornais você lê por dia. Esperam respostas magníficas tipo o Financial Times inteiro, o Wall Street Journal de cabo a rabo, o New York Times antes do sucrilho, e o Le Monde, bien sûre. E tem a minha resposta: “acabo de assinar a Real Simple. Yes, uma revista que ajuda você a aprender limpar banheiro sorrindo.
A revista me convenceu quando saiu com a capa de abril dizendo: “Odeia limpar? Dicas rápidas para fazer qualquer ambiente brilhar.” Ah, pra quem não sabe, uma faxineira nessa bela cidade cobra de 50 a 100 dólares por algumas horas na sua mansão de quase nenhum metro quadrado. Então o negócio é colocar a mão na massa. Todos os meus amigos tem o dia da faxina, muitas vezes feita em casal. Enquanto um esfrega a banheira, o outro limpa o fogão. Quer coisa mais romântica?
E dá-lhe Windex (esse mesmo, o do filme do casamento grego), esponja e Clorox. Mas todo esforço é quase em vão: a poeira volta em quatro minutos. Beira o surreal. Esse negócio de madame querendo tudo 100% limpo 24 horas por dia não existe. Mas nada de jogar poeira pra debaixo do tapete marroquino laranja. A gente coloca a música no máximo, arrasta os móveis, dança, passa a vassoura e o “Grab it” (aqui não tem ralo, então isso absorve a sujeira e é jogado no lixo). Aí é só pegar os 50 dólares, ir ao cinema, pagar um belo jantar ou comprar aquele rímel para cílios longos...que a Real Simple indicou.
Blog: Só em Nova York

Vida de jornalista é assim: em qualquer roda sempre tem alguém que te pergunta quantos jornais você lê por dia. Esperam respostas magníficas tipo o Financial Times inteiro, o Wall Street Journal de cabo a rabo, o New York Times antes do sucrilho, e o Le Monde, bien sûre. E tem a minha resposta: “acabo de assinar a Real Simple. Yes, uma revista que ajuda você a aprender limpar banheiro sorrindo.
A revista me convenceu quando saiu com a capa de abril dizendo: “Odeia limpar? Dicas rápidas para fazer qualquer ambiente brilhar.” Ah, pra quem não sabe, uma faxineira nessa bela cidade cobra de 50 a 100 dólares por algumas horas na sua mansão de quase nenhum metro quadrado. Então o negócio é colocar a mão na massa. Todos os meus amigos tem o dia da faxina, muitas vezes feita em casal. Enquanto um esfrega a banheira, o outro limpa o fogão. Quer coisa mais romântica?
E dá-lhe Windex (esse mesmo, o do filme do casamento grego), esponja e Clorox. Mas todo esforço é quase em vão: a poeira volta em quatro minutos. Beira o surreal. Esse negócio de madame querendo tudo 100% limpo 24 horas por dia não existe. Mas nada de jogar poeira pra debaixo do tapete marroquino laranja. A gente coloca a música no máximo, arrasta os móveis, dança, passa a vassoura e o “Grab it” (aqui não tem ralo, então isso absorve a sujeira e é jogado no lixo). Aí é só pegar os 50 dólares, ir ao cinema, pagar um belo jantar ou comprar aquele rímel para cílios longos...que a Real Simple indicou.
Blog: Só em Nova York
10 de jan de 2009
A designer Maja Ganszyniec criou uma cuba sem ralo. Isso mesmo: sem ralo! Enquanto é usada, a cuba vai enchendo, enchendo, até que é preciso esvaziá-la no ralo que fica na bancada de madeira.
A idéia de Maja é conscientizar sobre o quanto de água usamos, especialmente o quanto de água jogamos fora. Com uma pia dessas, não há quem escove os dentes com a torneira aberta, hein? A menos que queira alagar o banheiro!
Por Tatiana Pinheiro.
Só tem aqui...
Vizinho que diz que vai chamar a polícia porque a amiga que visita toda semana esbarrou a traseira (do carro) na frenteira do carro dele sem causar nem um arranhãozinho, duas vezes. A amiga sou eu no caso, muito prazer.
Cheque de 500 pila do governo só por ter um filhinho gostoso, como se não fosse pagamento suficiente acordar com alguém cantando: "Nasce o sol, a brilhar, lindo..."
Programa do governo de aconselhamento conjugal/terapia de casal, chame como quiser, mas ouvi hoje no rádio: "Antes de botar pra quebrar e acabar com tudo, nos consulte".
Distribuidor de camisinha no banheiro de escolas primárias.
Pimentão, brócolis e salsão - tudo cru pra comer no almoço ou como petisco ou pior, em festa de criança.
Pizza de tomate (ou seja, pizza de molho).
9 graus positivos e a galera e bermuda, sapatinho aberto, correndo na rua, curtindo, jurando que tá calor, eu inclusive.
Você marca a festa pra começar as 7 horas e as 7 horas todos chegam.
Banheiro sem ralo, sala sem lustre (nem lâmpada).
Caixa de banco nada informatizado que anota o valor da fatura que você está pagando a caneta e assina ou carimba, nada de autenticação eletrônica.
Leite de saquinho igualzinho o que minha mãe comprava em mil novecentos e nada, só não tem que ferver, ufa!
Criancinhas minúsculas de menos de 2 anos que começam o dia falando "Bom dia!", no elevador soltam um "Bonjour" pro vizinho, um "Merci! " pro senhor que segura a porta e depois chegam na creche falando "Hello! High Five!". Isso porque este é o que fala a língua fácil e não Urdo ou outra coisa do gênero.
E isso é só que me ocorreu agora em um momento rápido onde os neurônios me faltam.
Blog: Tirando o Sapato
Vizinho que diz que vai chamar a polícia porque a amiga que visita toda semana esbarrou a traseira (do carro) na frenteira do carro dele sem causar nem um arranhãozinho, duas vezes. A amiga sou eu no caso, muito prazer.
Cheque de 500 pila do governo só por ter um filhinho gostoso, como se não fosse pagamento suficiente acordar com alguém cantando: "Nasce o sol, a brilhar, lindo..."
Programa do governo de aconselhamento conjugal/terapia de casal, chame como quiser, mas ouvi hoje no rádio: "Antes de botar pra quebrar e acabar com tudo, nos consulte".
Distribuidor de camisinha no banheiro de escolas primárias.
Pimentão, brócolis e salsão - tudo cru pra comer no almoço ou como petisco ou pior, em festa de criança.
Pizza de tomate (ou seja, pizza de molho).
9 graus positivos e a galera e bermuda, sapatinho aberto, correndo na rua, curtindo, jurando que tá calor, eu inclusive.
Você marca a festa pra começar as 7 horas e as 7 horas todos chegam.
Banheiro sem ralo, sala sem lustre (nem lâmpada).
Caixa de banco nada informatizado que anota o valor da fatura que você está pagando a caneta e assina ou carimba, nada de autenticação eletrônica.
Leite de saquinho igualzinho o que minha mãe comprava em mil novecentos e nada, só não tem que ferver, ufa!
Criancinhas minúsculas de menos de 2 anos que começam o dia falando "Bom dia!", no elevador soltam um "Bonjour" pro vizinho, um "Merci! " pro senhor que segura a porta e depois chegam na creche falando "Hello! High Five!". Isso porque este é o que fala a língua fácil e não Urdo ou outra coisa do gênero.
E isso é só que me ocorreu agora em um momento rápido onde os neurônios me faltam.
Blog: Tirando o Sapato
O preço da água. Água de beber. (US$1 = 75 kwanzas = 30 litros de água)
Água é essencial para o convívio, o bem-estar e a saúde de qualquer população. Aqui em Luanda – e creio que em toda a África – vive-se o racionamento de água diariamente: as cotas mínimas nos condomínios, os caminhões pipas (cisternas) ajudando a enlamear as ruas sem asfalto e esburacadas, os reservatórios de água externos às casas, os rapazes vendendo água nas ruas e ainda os banhos de caneca, a louça suja durante todo o final de semana, o feriado prolongado sem água, o racionamento (“senhores moradores, a partir de hoje o tanque do prédio será desligado de 5:30h às 8:30h, de 15:30h às 18:30h e de 21h às zero horas, pedimos vossa colaboração para a economia de água, certos de vossa compreensão etc etc etc”), o bidão, a jarra elétrica, a banheira cheia d´água, a lixívia (água sanitária, a roupa manchada!), os apartamentos sem ralo, água pelas escadas, mais falta de água, cólera, hepatite “A”, outras doenças de veiculação hídrica, as tendas de isolamento no fundo dos hospitais, as crianças brincando na água de chuva, enchentes no sul do país, o rio Zambeze e o rio Kwanza, Moçambique, outra crise humanitária, “a Igreja Universal pede ajuda para as vítimas do Cunene”, o cacimbo (tempo seco) começa depois de maio, o deserto do Namibe está forrado por uma vegetação rasteira. São poucos os locais aqui onde existe água encanada, como os condomínios de Luanda Sul. Tratamento e canalização de esgoto são realidades distantes de boa parte dos bairros e nas províncias a história não é muito diferente.
. . .
“Os rapazes vendendo água”
Os bidões são galões plásticos amarelos em que geralmente armazena-se óleo de cozinha, com capacidade para dez litros. Cada bidão vazio custa 250 ka (US$3,3). Os rapazes vão até uma localidade onde a água é vendida – uma mangueira, um poço artesiano, una cisterna, pode ser a água armazenada das chuvas mesmo. E desembolsa por cada bidão cheio 20 Ka (US$ 0,26). Ou seja, um litro de água custa 2 ka (US$0,03). Coloca os bidões no carrinho de mão (por carregamento consegue transportar sessenta litros) e os vende por 50 ka (US$ 0,66) cada. Isto quer dizer que para pagar só os bidões vazios são cinco viagens. E isto são ainda sete horas da manhã.
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O interessante é que enquanto escrevia este post para o blogue foi publicado no Jornal de Angola, no caderno de Economia & Finanças, uma matéria (“Venda de água: um negócio rentável”) sobre o comércio de água (“Sobrevivência acima de tudo”). Confirmou o que vinha garimpando com o motorista há dias e acrescentou outras informações. Como a do proprietário de uma cisterna, com capacidade para 30 mil litros, e cujo carregamento é comprado por 3990 ka (US$ 53,2) e revendido por 30 mil ka (US$ 400). Ou a da adolescente de 15 anos com uma bacia na cabeça cheia de saquinhos de água, comprados por 100 ka (US$1,3) no início da manhã e com lucro de 250 ka (US$3,3) no final da tarde. E a história de “um homem de muita sorte” que assinou um contrato com um complexo habitacional para fornecimento de 60 mil litros de água/dia, por 120 mil ka (US$ 1600).
Na rua o preço da gasolina em um garrafão de cinco litros custa 500 ka (US$ 6,7). E as filas para o combustível são tão sinuosas quanto as das senhoras à espera de água para consumo (?), cozinhar, lavar a roupa ou dar banho nas crianças nos musseques.
Na rua o preço da gasolina em um garrafão de cinco litros custa 500 ka (US$ 6,7). E as filas para o combustível são tão sinuosas quanto as das senhoras à espera de água para consumo (?), cozinhar, lavar a roupa ou dar banho nas crianças nos musseques.
Blog: Em Angola (Diário de Bordo)



Água é essencial para o convívio, o bem-estar e a saúde de qualquer população. Aqui em Luanda – e creio que em toda a África – vive-se o racionamento de água diariamente: as cotas mínimas nos condomínios, os caminhões pipas (cisternas) ajudando a enlamear as ruas sem asfalto e esburacadas, os reservatórios de água externos às casas, os rapazes vendendo água nas ruas e ainda os banhos de caneca, a louça suja durante todo o final de semana, o feriado prolongado sem água, o racionamento (“senhores moradores, a partir de hoje o tanque do prédio será desligado de 5:30h às 8:30h, de 15:30h às 18:30h e de 21h às zero horas, pedimos vossa colaboração para a economia de água, certos de vossa compreensão etc etc etc”), o bidão, a jarra elétrica, a banheira cheia d´água, a lixívia (água sanitária, a roupa manchada!), os apartamentos sem ralo, água pelas escadas, mais falta de água, cólera, hepatite “A”, outras doenças de veiculação hídrica, as tendas de isolamento no fundo dos hospitais, as crianças brincando na água de chuva, enchentes no sul do país, o rio Zambeze e o rio Kwanza, Moçambique, outra crise humanitária, “a Igreja Universal pede ajuda para as vítimas do Cunene”, o cacimbo (tempo seco) começa depois de maio, o deserto do Namibe está forrado por uma vegetação rasteira. São poucos os locais aqui onde existe água encanada, como os condomínios de Luanda Sul. Tratamento e canalização de esgoto são realidades distantes de boa parte dos bairros e nas províncias a história não é muito diferente.
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“Os rapazes vendendo água”
Os bidões são galões plásticos amarelos em que geralmente armazena-se óleo de cozinha, com capacidade para dez litros. Cada bidão vazio custa 250 ka (US$3,3). Os rapazes vão até uma localidade onde a água é vendida – uma mangueira, um poço artesiano, una cisterna, pode ser a água armazenada das chuvas mesmo. E desembolsa por cada bidão cheio 20 Ka (US$ 0,26). Ou seja, um litro de água custa 2 ka (US$0,03). Coloca os bidões no carrinho de mão (por carregamento consegue transportar sessenta litros) e os vende por 50 ka (US$ 0,66) cada. Isto quer dizer que para pagar só os bidões vazios são cinco viagens. E isto são ainda sete horas da manhã.
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O interessante é que enquanto escrevia este post para o blogue foi publicado no Jornal de Angola, no caderno de Economia & Finanças, uma matéria (“Venda de água: um negócio rentável”) sobre o comércio de água (“Sobrevivência acima de tudo”). Confirmou o que vinha garimpando com o motorista há dias e acrescentou outras informações. Como a do proprietário de uma cisterna, com capacidade para 30 mil litros, e cujo carregamento é comprado por 3990 ka (US$ 53,2) e revendido por 30 mil ka (US$ 400). Ou a da adolescente de 15 anos com uma bacia na cabeça cheia de saquinhos de água, comprados por 100 ka (US$1,3) no início da manhã e com lucro de 250 ka (US$3,3) no final da tarde. E a história de “um homem de muita sorte” que assinou um contrato com um complexo habitacional para fornecimento de 60 mil litros de água/dia, por 120 mil ka (US$ 1600).
Na rua o preço da gasolina em um garrafão de cinco litros custa 500 ka (US$ 6,7). E as filas para o combustível são tão sinuosas quanto as das senhoras à espera de água para consumo (?), cozinhar, lavar a roupa ou dar banho nas crianças nos musseques.
Na rua o preço da gasolina em um garrafão de cinco litros custa 500 ka (US$ 6,7). E as filas para o combustível são tão sinuosas quanto as das senhoras à espera de água para consumo (?), cozinhar, lavar a roupa ou dar banho nas crianças nos musseques.
Blog: Em Angola (Diário de Bordo)
Patagonia
20/Dezembro/2007
Puerto Madryn - Calleta Olivia (Argentina)
Km percorrida: 657km
Condição de tempo: sol e vento que aumentou considerávelmente.
Acordamos um pouco mais cedo e as 7:00 estávamos todos tomando café. Caímos na estrada as 7:40 em direção a Punta Tombo para ver os Pinguins.
Chegamos em Punta Tombo as 10:20 e pagamos rapidamente a taxa de visitação, que é um pouco alta (10 dólares/pessoa). A trilha sai do posto de controle e percorre 1500 metros no meio dos ninhos cheios de Pinguins. A vista é de impressionar com aquele monte de Pinguins, muitos deles recém nascidos fazendo maior bagunça e se escondendo atrás dos arbustos. Chega-se ao final da trilha na praia e de um costão tem-se uma das vistas mais lindas da reserva, que são os Pinguins na beira da água tomando sol ou entrando e saindo da água. Ficamos ali admirando estes belos animais e vendo o quão desengonçado estes são na terrra e o quão rápido são dentro da água. Um fato interessante é que eles são muito amigáveis, não se importando muito com a presença dos turistas. Eles apenas reagem quando tenta-se aproximar dos ninhos ou tentar tocar neles.

Pinguins a perder de vista na Punta Tombo

Mar de pinguins na praia
Depois de milhares de fotos e filmagens voltamos para o carro para encarar os 50 km de estrada em construção e com rípio até a Ruta 3. Continuando em direção sul pela Ruta 3 começamos a ficar preocupados com o combustível. Acabamos achando um posto no caminho e abastecemos o carro. Queríamos almoçar, porém os preços e a falta de opção decidimos por apenas tomar café e caímos na estrada.
Passamos pela cidade Comodoro Rivadavia onde vimos os poços de petróleo sendo explorados com cabeças de cavalo, iguais aos do filme. A cidade é grande porém sem muitos atrativos.
Seguimos viagem até Calleta Olivia, onde após abastecermos o carro, observarmos o horário e o quanto teríamos que rodar, decidimos ficar. Saímos procurar hotel e após muitas pesquisas decidimos ficar no grande Hotel Snack, que de grande não tinha nada pois não passava de um hotel muito ruim, com quarto safado e um banheiro minúsculo e com a famosa cortina de plástico (aquela que cola na bunda quando se toma banho) e sem ralo. Um absurdo de hotel. Não recomendamos de forma alguma, só em último caso.
Fomos dar uma volta pela cidade e fomos ao mercado comprar algumas coisas para a café do outro dia enquanto esperávamos o restaurante abrir. A cidade não é aquele primor de limpeza e estava uma ventania muito grande com poeira por todos os lados. Não conseguimos entender como as pessoas vivem ali numa boa. A cidade uma poeira só, muita sujeira, você não pode conversar e nem ficar de olho aberto, senão você come poeira e seu olho recebe muito pó.
Quando deu 20:00 estávamos na porta da pizzaria para comer pois estavamos morrendo de fome.
Site: Carinfo - O seu site sobre carros
20/Dezembro/2007
Puerto Madryn - Calleta Olivia (Argentina)
Km percorrida: 657km
Condição de tempo: sol e vento que aumentou considerávelmente.
Acordamos um pouco mais cedo e as 7:00 estávamos todos tomando café. Caímos na estrada as 7:40 em direção a Punta Tombo para ver os Pinguins.
Chegamos em Punta Tombo as 10:20 e pagamos rapidamente a taxa de visitação, que é um pouco alta (10 dólares/pessoa). A trilha sai do posto de controle e percorre 1500 metros no meio dos ninhos cheios de Pinguins. A vista é de impressionar com aquele monte de Pinguins, muitos deles recém nascidos fazendo maior bagunça e se escondendo atrás dos arbustos. Chega-se ao final da trilha na praia e de um costão tem-se uma das vistas mais lindas da reserva, que são os Pinguins na beira da água tomando sol ou entrando e saindo da água. Ficamos ali admirando estes belos animais e vendo o quão desengonçado estes são na terrra e o quão rápido são dentro da água. Um fato interessante é que eles são muito amigáveis, não se importando muito com a presença dos turistas. Eles apenas reagem quando tenta-se aproximar dos ninhos ou tentar tocar neles.

Pinguins a perder de vista na Punta Tombo

Mar de pinguins na praia
Depois de milhares de fotos e filmagens voltamos para o carro para encarar os 50 km de estrada em construção e com rípio até a Ruta 3. Continuando em direção sul pela Ruta 3 começamos a ficar preocupados com o combustível. Acabamos achando um posto no caminho e abastecemos o carro. Queríamos almoçar, porém os preços e a falta de opção decidimos por apenas tomar café e caímos na estrada.
Passamos pela cidade Comodoro Rivadavia onde vimos os poços de petróleo sendo explorados com cabeças de cavalo, iguais aos do filme. A cidade é grande porém sem muitos atrativos.
Seguimos viagem até Calleta Olivia, onde após abastecermos o carro, observarmos o horário e o quanto teríamos que rodar, decidimos ficar. Saímos procurar hotel e após muitas pesquisas decidimos ficar no grande Hotel Snack, que de grande não tinha nada pois não passava de um hotel muito ruim, com quarto safado e um banheiro minúsculo e com a famosa cortina de plástico (aquela que cola na bunda quando se toma banho) e sem ralo. Um absurdo de hotel. Não recomendamos de forma alguma, só em último caso.
Fomos dar uma volta pela cidade e fomos ao mercado comprar algumas coisas para a café do outro dia enquanto esperávamos o restaurante abrir. A cidade não é aquele primor de limpeza e estava uma ventania muito grande com poeira por todos os lados. Não conseguimos entender como as pessoas vivem ali numa boa. A cidade uma poeira só, muita sujeira, você não pode conversar e nem ficar de olho aberto, senão você come poeira e seu olho recebe muito pó.
Quando deu 20:00 estávamos na porta da pizzaria para comer pois estavamos morrendo de fome.
Site: Carinfo - O seu site sobre carros
Don't Back Down - Saint Etienne
Eu me lembrei quando eu era um estudante pobre suburbano que economizava o dinheiro da passagem andando a pé. Eu me lembrei porque, até hoje, eu jamais tinha andado tanto na vida. E de sapato e terno desta vez. Como sabem todos os filósofos, a velhice é uma merda e a geriatria é, paradoxalmente, uma ciência em sua infância. Minhas costas doem. Eu preciso de sapatos melhores. Ou perder a noção do ridículo e alugar um desses Segways para turistas.
Mas a verdade é que, a cada esquina, a paisagem é sempre linda. Na caminhada entre trabalho e casa, vejo a Torre Eiffel, o Dome onde o grande Napoleão dorme seu sono eterno, o Boulevard dos Invalides e um sem-número de pequenas ruas e esquinas anônimas de arquitetura preciosa. Mas ainda assim, as costas, essas filistéias, doem.
Os interessados no quarto de hóspedes do Residencial podem continuar a invocar o santo/orixá/deusa/mandinga de sua predileção, pois há poucas novidades na busca pelo teto definitivo. Aprendemos já alguma coisa sobre os quartiers e onde procurar, evitando perder tempo com apartamentos cujo conceito de suíte é uma espécie de armário com ducha e sem ralo, só um buraco “a guisa de ralo” que tinha de estar sempre fechado por conta do cheiro ruim, em um prédio com um peculiar odor de laticínio podre (true story). Mas a casinha nossa continua elusiva.
Blog: I AM EVIL
Eu me lembrei quando eu era um estudante pobre suburbano que economizava o dinheiro da passagem andando a pé. Eu me lembrei porque, até hoje, eu jamais tinha andado tanto na vida. E de sapato e terno desta vez. Como sabem todos os filósofos, a velhice é uma merda e a geriatria é, paradoxalmente, uma ciência em sua infância. Minhas costas doem. Eu preciso de sapatos melhores. Ou perder a noção do ridículo e alugar um desses Segways para turistas.
Mas a verdade é que, a cada esquina, a paisagem é sempre linda. Na caminhada entre trabalho e casa, vejo a Torre Eiffel, o Dome onde o grande Napoleão dorme seu sono eterno, o Boulevard dos Invalides e um sem-número de pequenas ruas e esquinas anônimas de arquitetura preciosa. Mas ainda assim, as costas, essas filistéias, doem.
Os interessados no quarto de hóspedes do Residencial podem continuar a invocar o santo/orixá/deusa/mandinga de sua predileção, pois há poucas novidades na busca pelo teto definitivo. Aprendemos já alguma coisa sobre os quartiers e onde procurar, evitando perder tempo com apartamentos cujo conceito de suíte é uma espécie de armário com ducha e sem ralo, só um buraco “a guisa de ralo” que tinha de estar sempre fechado por conta do cheiro ruim, em um prédio com um peculiar odor de laticínio podre (true story). Mas a casinha nossa continua elusiva.
Blog: I AM EVIL
18 de dez de 2008
17 de dez de 2008
Entrando na Rotina....
Salut a todos, faz um tempinho que nao escrevemos, né?!
Pois é, estamos a caminho do nosso terceiro mês por aqui e a vida começa a sair do status de "nouveau arrivant" (recém chegados). Os documentos ja foram tirados, o apto esta com carinha de casa, ja sabemos os horarios dos ônibus que costumamos pegar entre outras coisas....
Esta semana o Mau começou o atelier e o Joao segue na garderie! Isso é bom, temos horario para acordar, de manha é aquela correria que eu ja estava sentindo falta, e olha que eu ainda estou por aqui!!!!
Mas os meus dias de "do lar" estao contados (pelo menos parcialmente), pois começarei a partir de Segunda-Feira a minha francisaçao em tempo parcial. Ai vai ser corre-corre mesmo, pois sairemos todos juntos a casa vai ficar pra tras e quando chegar vou ter meio dia pra fazer tudo o que estava fazendo em um dia inteiro. Mas nada ruim pois a partir de Agosto com a francisacao em tempo integral so sobrarao as noites e os findes (ai vou ter que distribuir mais as tarefas!!! Ok, o maridao tem ajudado bastante).
Por estas bandas de ca, as pessoas nao tem costume de ter "secretarias do lar" como no Brasil, e quem quiser seguir o costume por aqui, vai ter que desenbolsar uma boa grana!!!! Na tv passa tudo o que é produto pra auxiliar na limpeza, e aos poucos vou os descobrindo no mercado. Aqui como as casas nao tem ralo, nem tanque fica dificil jogar agua por tudo pra limpar, mas eu jogo (tem coisa que nao da pra limpar sem bastante agua, hehehe), depois pego os paninhos que parecem lenços umedecidos (aqueles de bebê) super-ultra absorventes e seco tudinho. Existem também rodos que "chupam" a agua pois tem uma esponjinha na ponta e uma alavanca pra espremer. Moderno, né?!!!!
O que pega mais sao as roupas, pois tem que lava-las e depois passar (que eu detesto). Na lavanderia que você vê que por aqui as tarefas domiciliares sao bem divididas, pois varias vezes ja vi homens indo lavar as roupas, ou melhor: jogar na maquina de lavar e depois na de secar. Ai fico com odio de mim, nao por que nao mando meu amado marido fazer, mas sim porque eu com meu espirito de Dita (herdado de mamae!!!!), ainda esfrego roupas na mao!!!! Eu monopolizo o tanque e nao aparece ninguém querendo usa-lo.... com certeza sou eu a errada, vou melhorar isto!
A comida é outro desafio, mas nao em fazer pois aqui tem varias opçoes e sim em pensar no que fazer. Tento manter uma alimentaçao saudavel, mas os congelados, enlatados, entre outros, auxiliam bastante. E nos findes a gente alterna entre os fasts-foods e a pizza (de peperonni!!!!).
Ah e por falar em finde lembrei dos ultimos acontecimentos por aqui!
No Domingo passado fomos a Missa de Brasileiros na comunidade portuguesa, foi muito legal, reencontramos os nossos amigos e conhecemos outros, uns ate que so conheciamos virtualmente.
Na Segunda fomos conferir o Festival Internacional de Jazz de Montréal com os amigos Rogério e Luciane. O Festival nos arredores do metro Place des Arts é muiiittto bom, adoramos, tem shows a todo instante, alternando com artistas de rua, além de um espaço reservado para as crianças. Saimos de la quase meia noite, e o local estava bombando. O melhor de tudo foi pegar o metro a esta hora e andar tranquilamente pela rua para chegar em casa!!!
Blog: Pri,Mau et João Pedro à Montréal !!!
Salut a todos, faz um tempinho que nao escrevemos, né?!
Pois é, estamos a caminho do nosso terceiro mês por aqui e a vida começa a sair do status de "nouveau arrivant" (recém chegados). Os documentos ja foram tirados, o apto esta com carinha de casa, ja sabemos os horarios dos ônibus que costumamos pegar entre outras coisas....
Esta semana o Mau começou o atelier e o Joao segue na garderie! Isso é bom, temos horario para acordar, de manha é aquela correria que eu ja estava sentindo falta, e olha que eu ainda estou por aqui!!!!
Mas os meus dias de "do lar" estao contados (pelo menos parcialmente), pois começarei a partir de Segunda-Feira a minha francisaçao em tempo parcial. Ai vai ser corre-corre mesmo, pois sairemos todos juntos a casa vai ficar pra tras e quando chegar vou ter meio dia pra fazer tudo o que estava fazendo em um dia inteiro. Mas nada ruim pois a partir de Agosto com a francisacao em tempo integral so sobrarao as noites e os findes (ai vou ter que distribuir mais as tarefas!!! Ok, o maridao tem ajudado bastante).
Por estas bandas de ca, as pessoas nao tem costume de ter "secretarias do lar" como no Brasil, e quem quiser seguir o costume por aqui, vai ter que desenbolsar uma boa grana!!!! Na tv passa tudo o que é produto pra auxiliar na limpeza, e aos poucos vou os descobrindo no mercado. Aqui como as casas nao tem ralo, nem tanque fica dificil jogar agua por tudo pra limpar, mas eu jogo (tem coisa que nao da pra limpar sem bastante agua, hehehe), depois pego os paninhos que parecem lenços umedecidos (aqueles de bebê) super-ultra absorventes e seco tudinho. Existem também rodos que "chupam" a agua pois tem uma esponjinha na ponta e uma alavanca pra espremer. Moderno, né?!!!!
O que pega mais sao as roupas, pois tem que lava-las e depois passar (que eu detesto). Na lavanderia que você vê que por aqui as tarefas domiciliares sao bem divididas, pois varias vezes ja vi homens indo lavar as roupas, ou melhor: jogar na maquina de lavar e depois na de secar. Ai fico com odio de mim, nao por que nao mando meu amado marido fazer, mas sim porque eu com meu espirito de Dita (herdado de mamae!!!!), ainda esfrego roupas na mao!!!! Eu monopolizo o tanque e nao aparece ninguém querendo usa-lo.... com certeza sou eu a errada, vou melhorar isto!
A comida é outro desafio, mas nao em fazer pois aqui tem varias opçoes e sim em pensar no que fazer. Tento manter uma alimentaçao saudavel, mas os congelados, enlatados, entre outros, auxiliam bastante. E nos findes a gente alterna entre os fasts-foods e a pizza (de peperonni!!!!).
Ah e por falar em finde lembrei dos ultimos acontecimentos por aqui!
No Domingo passado fomos a Missa de Brasileiros na comunidade portuguesa, foi muito legal, reencontramos os nossos amigos e conhecemos outros, uns ate que so conheciamos virtualmente.
Na Segunda fomos conferir o Festival Internacional de Jazz de Montréal com os amigos Rogério e Luciane. O Festival nos arredores do metro Place des Arts é muiiittto bom, adoramos, tem shows a todo instante, alternando com artistas de rua, além de um espaço reservado para as crianças. Saimos de la quase meia noite, e o local estava bombando. O melhor de tudo foi pegar o metro a esta hora e andar tranquilamente pela rua para chegar em casa!!!
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