14 de fev de 2016

PROCURA-SE TUTORIAL SOBRE COMO LIMPAR BANHEIRO SEM RALO

A minha sina do ralo, ou no caso da falta de ralo, não começa nos Estados Unidos.

É uma luta que vem me acompanhando já há anos, desde que eu me mudei pra Espanha há 6 anos atrás eu venho sofrendo com esse grande desafio, esse calvário que é limpar um banheiro sem ralo.

E ao longo de todos esses anos todos, eu passei por muitas fases psico-neuróticas-somáticas diferentes. Teve primeiramente a surpresa, é claro. Aquela primeira vez que você lava o banheiro como deus manda, como você acha que tem que ser feito, como sempre se fez desde sempre, desde a Grécia antiga, ou seja, jogando baldes de agua na parede, no teto, no chão, em você mesma, porque faz parte, em tudo.

E aí você descobre que não tem ralo e que aquele riozinho que você mesmo criou no seu próprio banheiro, ele não tem pra onde escoar. E então não tem outra solução a não ser passar as próximas 3 horas e meia passando pano e mais pano e mais pano até que se acabam os panos secos que você tinha, você pega sua toalha, você pega o lençol da pessoa que divide o apartamento com você ate chegar num nível digno de secagem e ainda tem que fazer um acabamento com o papel toalha. São horas.

Ai vem a negação. Tipo não pode ser que não tem ralo. Que banheiro falho é esse sem ralo. E você começa a observar que não existe ralo nunca. Em nenhum lugar. Jamais. Vem a aceitação. Você tem que lidar com isso.

Mas aí na Espanha meu amigo, você tem uma ferramenta pra responder a essa falta de ralo. Pra compensar esse erro grotesco de engenharia que vem se perpetuando ha séculos naquele continente. É a fregona. A fregona é incrível porque ela te permite encher um balde de agua com o produto de limpeza mas ela tem um device, uma estrutura tal que da pra tirar o excesso de água antes de esfregar o chão. Então é um processo mais longo que o do ralo , mas satisfatório. Você esta em paz com você mesmo no ato de lavar o banheiro.

Então eu me adaptei. Não era o ideal, mas dava pra deixar o banheiro bem limpinho e viver feliz.

Daí eu vim pros Estados Unidos.

E você acha que essa coisa de não ter ralo é uma coisa europeia, da revolução francesa, dos bolcheviques, sei lá. Mas não. Eu tô começando a achar na verdade que só no Brasil tem ralo. Porque aqui não tem também não.

Só que aqui não tem fregona.

Então como faz? Não sei.

É a verdade e a razão pela qual eu estou aqui, fazendo esse apelo, esse pedido sincero através da internet que é essa rede maravilhosa que liga todos nós com o objetivo último e final de transmitir conhecimentos e conselhos sobre fatores tão essenciais da vida como limpar dignamente o banheiro sem ralo.

Vocês podem perguntar: tentou youtube? Tentei.

Tem tutorial de limpeza nos Estados Unidos, mas eu não gosto da ideia de passar só um paninho no banheiro. Não acho que tá limpo. Não tá limpo.

Tentou você mesma usar técnicas diferentes, vanguardistas controversas? Sim.

Dá pra limpar. Mas leva muitas horas, muita água, muito ficar ajoelhado secando o riozinho que se forma no chão com muito pano. Não pode ser a solução. Não pode ser.

Tentou perguntar pra um Americano como eles fazem? Não.

Não tentei porque eu não tenho intimidade com nenhum Americano suficiente pra perguntar: e aí, windex ou ajax? Esponjinha ou pano? Você também se ajoelha e fica secando o riozinho do seu banheiro cada semana? Não tenho intimidade pra isso, na verdade eu mal conheço Americanos, eu acabei de chegar e eu não quero arriscar essa amizade que tá ainda numa linha tênue trocando informações sobre limpeza de banheiro sem ralo. Eu nem sei como fala ralo em inglês, pra começar (diz google translate que é drain. Tem a palavra pra quê, se num tem o ralo?)

Então fica aqui o pedido de um tutorial sério, comprometido, real sobre como se lava um banheiro lavando mesmo, sem ser só paninho. E sem ralo.

Grata.


BLOG: People Places Thoughts

Mas onde pendura as roupas?

Isso foi a primeira coisa que perguntei pro Martin quando ele me mandou as fotos dos apartamentos que estava vendo pra alugar aqui em Londres: onde que vai o varal?

Parece besta, afinal a mudança pra outro país tem tantas outras barreiras muito mais assustadoras, mas a rotina na verdade é feita de coisas muito menores. Principalmente dentro de casa. A gente estranha, mas aprende rapidinho que:
O varal tem que ser portátil e fica onde há espaço
A máquina de lavar roupas fica na cozinha mesmo
Não tem ralo na cozinha ou no banheiro (fora o do chuveiro, claro)
O alarme de incêndio vai disparar quando você fritar um bife e não há nada que você possa fazer além de abanar a fumaça
Não tem tanque, aliás, não tem o luxo da área de serviço: quer lavar roupa na mão, lava no chuveiro, na pia, na banheira (ou, obviamente, manda lavar fora)...
A tomada tem interruptor
O banheiro não tem tomada
O interruptor de luz do banheiro ou fica do lado de fora ou não é um interruptor: é uma cordinha de puxar
Já que abrir a janela durante o inverno é algo fora de cogitação, existem uma frestas perto da janela, tipo uma ventilação, que servem pra dar aquela circulada básica no ar (mas também podem ser fechadas)
Não tem jeito: o aquecedor é essencial e feioso, mas não dá pra não ter ou pra disfarçar sua feiúra
(nos comentários ja tem alguns adendos muito bons!)

Não sei exatamente porque pensei nisso só agora, quase 4 anos depois de ter me mudado pra cá, mas achei interessante listas essas pequenas (grandes!) diferenças, pra ficar pra posteridade.


BLOG: Helô Righetto - Londres e afins

13 de fev de 2016

O que tem e o que não tem no Canadá

Agora que me mudei com a Camila para Montréal, Canadá, terei que deixar o Sigam-me os Bons em stand-by. Enquanto isso, vou postando no meu novo blog: Canadá Segundo os Brasileiros!

Neste primeiro post comentarei sobre algumas coisas que só vi aqui no Canadá e outras que não existem por aqui.

Começando por coisas que não existem aqui:

1. Programas sensacionalistas na TV

Sabe o Aqui Agora, Cidade Alerta, Datena e cia? Aqui não existe isso. Todos os jornais são sérios. Podem até ser mais informais, no formato de Morning Show, mas sem notícias sensacionalistas e sem apresentadores escandalosos. Um alívio hein?

2. Mulheres peladas na TV e desrespeito às mulheres

Aqui no Canadá é inimaginável um programa no estilo Gugu, Faustão e coisas do gênero com “assistentes de palco” ou dançarinas peladas. Os programas de auditório são bem comportados. Nada de decotes monstruosos, mini-saias ou mulheres de biquíni. Isto simplesmente não existe aqui. O respeito às mulheres é levado muito a sério. Os canadenses respeitam as mulheres e acima de tudo, elas também se respeitam.

Recente pesquisa do World Economic Forum também mostrou que o Canadá está entre os 20 países de maior igualdade entre homens e mulheres (como referência, o Brasil ficou em 62o). O desemprego entre as mulheres é menor que o dos homens (7% contra 8%). Ainda, as mulheres têm nível de escolaridade superior à dos homens.

Os anúncios de emprego precisam ser descritos em ambos os gêneros (ex: precisa-se de diretor/diretora) ou então é necessário colocar uma nota do tipo “O gênero masculino utilizado no texto inclui homens e mulheres, sem discriminação e com o único objetivo de abreviar o texto.” Aliás, nunca vi tantas motoristas (mulheres) de ônibus como em Montréal! Eu quase me arriscaria a dizer que são a maioria, mas não tenho um número para comprovar. Se eu achar, escrevo um post sobre isso. ;)

3. Leite Longa-Vida

Falar de comidas brasileiras é muito manjado. É claro que não existe pão de queijo, feijoada, etc. Mas achei interessante o leite. Diferentemente do Brasil, aqui não existe leite longa-vida, daqueles que duram meses. Isto porque todo e qualquer processo de modificação ou pasteurização do leite é proibido aqui. Com isto, somente leite fresco pode ser vendido. Eles vêm em saquinho (como antigamente no Brasil), em embalagem de plástico ou Tetrapak, mas sempre fresco, com validade de poucos dias. Só o que pode ser adicionado ao leite são as vitaminas A e D.

O objetivo é que só exista no mercado leite de qualidade e procedência, que não passou por nenhum processo químico ou de pasteurização (que danifica as proteínas e gorduras que dão sabor ao leite).

Com certeza são mais saborosos e saudáveis. Porém, são mais caros do que no Brasil. 1 litro custa $1,63.

Abaixo um vídeo sobre esta questão do leite no Canadá.

http://www.youtube.com/watch?v=jN33xm55C_k

4. Delegacias de Polícia

É curioso, mas não existem delegacias de polícia em Montréal (não sei como é nas outras cidades). Todos os policiais ficam na rua: de carro, a pé ou de bicicleta. Em qualquer emergência, rapidamente chegarão várias viaturas. Provavelmente esta é uma das razões para a cidade ser super segura.
Canadá
5. Rodo

Pois é, rodo. Não existe rodo aqui. Aliás, não existe ralo no banheiro ou na cozinha. Consequentemente, não se lava o banheiro, nem a cozinha. Então, pra que rodo não é? Nem pano de chão não existe. Para limpar o chão, só com esfregão ou com aquele pano que se prende numa coisa chapada, que se encaixa no cabo de vassoura. Seria isto aqui:



Continue a ler AQUI: Canadá segundo os brasileiros

Cadê o ralo?????

Acharam estranho a pergunta? Pois é foi essa pergunta que eu fiz assim que entramos na nossa casa e comecei a faxina. Minha gente pensem na seguinte situação: você joga baldes e mais baldes de água para lavar o banheiro e depois descobre que não tem ralo, kkkkkkkk, me lasquei. Mais um micão para a lista de estar em um país diferente do seu, kkkkkkkk. As casas francesas não possuem ralos, em canto nenhum. Ficaram surpresos? "Peraí" que vem mais. Área de serviço com um tanque pra você lavar sapatos, pano de chão e outras necessidades que toda boa dona de casa conhece, também não tem. Querem mais, essa eu achei muito bizarra, o vaso sanitário é separado da área do chuveiro, aqui existe a sala de banho onde ficam normalmente, o chuveiro, a banheira (aqui banheira não é luxo, a maioria das casas possuem) e a pia. E em outro vão, totalmente a parte fica o vaso sanitário sozinho. Com essa eu fiquei muito surpresa, kkkkkkkkk! Então vocês devem estar se perguntando como é que a gente ta se virando com essas diferenças? Lavar o banheiro agora está sendo na base de spray de limpeza e lenços antibacterianos próprios para banheiro, depois do choque eu tô até gostando, é tudo mais prático do que jogar baldes e mais baldes de água. Lavar sapato, etc e tal estamos nos virando com o chuveiro e sobre o banheiro não tem o que fazer, kkkkkkk. E assim aos poucos a gente vai se adaptando a essa nova cultura.


BLOG: Matutando com Cíntia

Era uma casa muito engraçada…

… não tinha RALO, não tinha nada!

Esse post é para falar um pouco das diferenças das casas por aqui (que devem ser similares em outros países da Europa e que têm coisas parecidas com as do EUA) em relação às casas brasileiras. Nos hotéis, os turistas não costumam se deparar com essas diferenças, mas quando se vai para uma casa ou apartamento, não tem jeito…

1- O banheiro não tem ralo. Nem a cozinha.
Ok, admito que num primeiro momento isso me deixou bem feliz, porque quando minha mãe perguntou: “tá lavando o banheiro direitinho?”, eu podia dizer que não lavei do mesmo jeito que se faz no Brasil porque não tinha como. Mas a verdade é que depois de um tempo, enche o saco limpar só com a “fregona”. Aliás, sabiam que ela é um invento espanhol? Eles se orgulham muito disso!!

2- O bidê ainda vive!
No Brasil, quase casa nenhuma mais nova tem bidê (ou será que ele voltou à moda?), mas por aqui ele segue firme e forte.

3- Banheira é quase unanimidade.
Se no Brasil banheira tem um quê de status e você passa a vida inteira sonhando em ter uma, especialmente na infância, aqui na Espanha praticamente todas as casas têm banheira, embora seja a mais simples, sem hidromassagem nem nada. E a verdade é que é uma porcaria: suja pra caramba, dá trabalho limpar e você quase nunca usa.

4- Lavanderia? Sem chance!
A máquina de lavar fica na cozinha e a roupa depois é colocada para secar normalmente em dois lugares: nesses varais montáveis, que normalmente ficam na sacada ou qualquer área externa que você tiver durante os meses mais quentes ou dentro de casa nos dias de frio/chuva; ou aqueles varais clássicos pendurados para fora de casa que fazem toda a vizinhança ver suas calcinhas. Pior que isso é só deixar a calcinha cair quando está pendurando… isso já aconteceu comigo umas três vezes!


Continue a ler AQUI: Esto es madrid, Madrid!

Na Europa não tem... ralo!

Isso mesmo caros conterrâneos. Não tem ralo na Europa. E por isso nós, brasileiros perdidos na terra gelada, sofremos. Sofremos porque não podemos faxinar o banheiro. Sofremos porque não podemos dar aquela boa escovada na cozinha. Sofremos porque não temos ralo.

Ralo. aquela coisinha tão desprezada no Brasil e que todo mundo quer distância. Por aí a gente tem ralo em tudo quanto é canto: na sacada, na varanda, no banheiro, na lavanderia, na cozinha. Até ralo na sala eu já vi! Por aqui, amigo, ralo é raridade. Na verdade, não existe um ralo de verdade. Sabe aquele ralo grandão que a gente tem que fechar pra não entrar barata? Pois é, não tem.

Acho que ralo na Europa é igual banheira no Brasil: um luxo. Sim, amigo brasileiro. Se você está de mudança ou acabou de alugar um apartamento por aqui preste atenção na falta de ralos. Não pense que você poderá fazer aquela faxina, jogar baldes de água no chão da cozinha e do banheiro, esfregar tudo com um pouco de sabão em pó, passar um pinho sol pra ficar com cheiro de hospital e depois pegar o rodo e "rapá o chão". No máximo, se contente com um paninho úmido no chão e com os milhares de produtos químicos e lenços umidecidos que prometer matar até 99% dos germes. Isso é o máximo que você vai conseguir com uma boa faxina.

Eu até que tenho "sorte" no quesito ralo, porque meu banheiro tem chuveiro e não banheira, então dá para ter o luxo e a higiene de dar uma boa escovada de vez em quando - cuidando para não molhar o carpete do quarto senão mofa tudo. Agora pensa o desespero da pessoa que só tem um ralo na banheira e mais nenhum. E para limpar, como faz? Além do meu chuveiro, meu apartamento tem outro ralo: na pia da cozinha. Isso e apenas isso. E para limpar a cozinha, como faz? Novamente, deixa o rodo encostado, pega os paninhos milagrosos e se vira.

E não é só em casa não. Nunca vi ralo do banheiro da universidade ou no restaurante. Nunca vi ralo no banheiro de restaurante nenhum, de boate nenhuma e nem na lavanderia. Parece que esse é um dos grandes mistérios da Europa: como limpar sem ralo?

Por isso que eu digo, meus amigos... agradeça todos os dias os ralos que você tem.
E torça por nós, os sem-ralos.


BLOG: Perdida pela Europa

Como não alagar seu banheiro no exterior

No último dia 15 de março, o Brasil se dividia em discussões políticas de vários tipos. Enquanto isso, eu, do outro lado do Oceano Atlântico, vivia uma questão de vida ou morte: meu banheiro tinha virado uma piscina.
Tudo começou mais cedo nesse mesmo dia, quando eu resolvi aproveitar meu primeiro domingo no apartamento novo para fazer uma faxina. Munida de um balde, bucha e produtos de limpeza, parti para a missão de limpar o banheiro tão bem quanto a amiga que divide a casa comigo, a Vale, tinha feito na semana anterior.
Depois de passar os produtos e o sabão para todo lado, parti para a fase dois da missão: jogar água. Esse é o método não muito ecológico para finalizar a limpeza dos banheiros que eu aprendi na vida: você passar sabão, depois joga água, escorre a água e Voilá, banheiro limpo!
Depois de terminar a chuva artificial na minha casa de banho portuguesa, comecei a reparar que a água não estava indo para lugar nenhum. Estava lá, ensopada no mesmo lugar. “Será que esse ralo está entupido?” Pensei, já meio desesperada. Fui tentar mexer com ele, só para descobrir que aquele círculo prateado bem no meio do meu banheiro não era ralo coisa nenhuma. Provavelmente um objeto de decoração bem do esquisito, já que ele não se movia, mas também não tinha nenhum orifício que permitisse a água passar.


Continue a ler AQUI. 360meridianos

Banheiro sem ralo. E agora?

É muito normal procurarmos pelo ralo nos banheiros da Alemanha, afinal, como fazemos no momento de ‘lavar o banheiro’? Pois é. Esta é uma pergunta que nem sempre podemos responder. Ou então, respondemos um singelo ‘aqui não se lava o banheiro’, quando esta pergunta vem de um amigo que acabou de chegar.

Pode-se dizer que ‘ralo na Europa é como banheira no Brasil: um luxo para poucos’, pois somente as casas muito grandes, com imensos banheiros, de construções mais novas (que são poucas) têm o tal do ralo.

Mas isso não quer dizer que você não poderá cuidar do seu banheiro e deixá-lo limpinho. Assim como não existem ralos, existem outros recursos e produtos para que você cuide do seu banheiro. Aqui vão algumas dicas para que este intrigante fato (entre os brasileiros) acabe de uma vez.


Continue a ler AQUI: Brasileiros em Berlim

12 de fev de 2016

VIVER NA EUROPA É VIVER SEM RALO!

Pensei que tivesse virado definitivamente a página e me acostumado para sempre em não morar em uma casa com ralos até o dia em que… tive filhos! E a partir daí comecei novamente a me dar conta que Viver na Europa é viver sem ralo!

De vez em quando as crianças deixam alguma comida ou bebida (geralmente suco, iogurte ou sorvete) caírem no chão, e tenho que dar tantas passadas de pano de chão, que tudo o que eu desejo nessa hora é uma normal casa com um ralo.

Mas já que viver na Europa é se acostumar sem manicures brasileiras, sem babás e empregadas domésticas, sem tanque de lavar roupa, muitas vezes sem varal para estender a roupa… diante dos tantos “sem” da vida na gringolândia, o que é viver sem ralo???

A coisa mais engraçada e, pela qual felizmente nunca passei, é que muitos brasileiros simplesmente resolvem dar um faxinão na casa (leia-se faxina brasileira e não faxina europeia com paninhos molhados!) e jogam um baldão de água com sabão na cozinha e no banheiro, depois colocam bastante sabão, ligam o rádio no pagode/sertanejo, e começam a esfregar com a vassoura…


Continue a ler AQUI: Roma pra você

23 de set de 2011


10 de set de 2011

Mundo sem ralo!!!

Seguindo o caminho apontado pelo Daniel e pelo René... e pelos momentos de risadas, chegamos ao momento de parada, chamado de Asprela ou Areosa... me pareciam nomes estranhos, mas estas paragens seriam meus pontos de partidas e de chegadas durante todo o intercâmbio...

Era tudo integrado o sistema de metro e de autocarros, como dizem os portugueses...

Mas chegando no apê, conheci a Simone (estudante do doutorado em Eng. de Produção - que seria um grande exemplo pra mim), o Marcos (estudante do sul do Brasil que transferiu para a Engenharia Civil da Faculdade de Engenharia do Porto), a Nayara (estava lá, estudante da UFOP, do curso de Farmácia - que estava no Porto há duas semanas, e como morava no centro da cidade, resolveu ficar no apê com o pessoal pra voltar da festa do carnaval), a ... foi muito legal conhecer o pessoal todo... faltava ainda a Marina que estava viajando pelo leste da Europa (loucura isso).

Então almoçamos uma lasanha muito boa... e depois tinhamos que arrumar a casa toda... eu ia dormir, mas a casa estava em situação de calamidade, por isso resolvemos fazer uma faxina geral.

Meu primeiro trote na nova cidade, foi escolher lavar o banheiro, vesti uma roupa confortável, despejei toda a água no banheiro todo, usei o sabão em pó, deixei de molho um pouco, e voltei a molhar o banheiro, e quando vi que estava tudo inundado o banheiro e indo para a sala, percebi que não tinha ralo no banheiro. Como assim? Após uma reflexão, e a procura do ralo não existente... meus amigos já moradores, me dizem que esqueceram de falar que não tinha ralo... e aih pra terminar a história tive que enxugar tudo pano a pano.

Como disse um blogueiro, aqui se inicia a vida de brasileiros, em um mundo sem ralo!!!


Blog: Rumo ao Porto!

7 de set de 2011

Curiosidades sobre a Holanda: como são as casas no país das tulipas?




O lance de diferenças culturais é que você é pego onde menos espera. Um monte de coisa a gente vê desde que nasce por toda a parte e aí acaba achando que “o mundo é assim”. Por exemplo, holandeses acham difícil de imaginar países onde andar de bicicleta é um privilégio, não um fato básico do cotidiano.

Eu levei vários tombos culturais na mudança pra Holanda, e levo até hoje. Um dos primeiros foram as casas. Não só o exterior tipicamente marrom, mas o interior de onde as pessoas moram. É, tem uma série de diferenças pras casas no Brasil que nem imaginava que existiam, e diversas características bem próprias que estranhei no começo.
Vamos ver algumas?

(continue lendo no link abaixo)

Blog: Ducs Amsterdam

30 de ago de 2011

Secadora: o terror do guarda-roupa



Quase dois anos de Alemanha e ainda perco roupas para a secadora. Eu, que me criei em casa, rodeada de varais, achava um absurdo, até pouco tempo atrás, secar roupa sem sol.

Aí, quando a pessoa se muda para um apartamento minúsculo, sem varal, sem tanque e sem ralo, tem que se adaptar a uma nova rotina doméstica e aprender a lidar com a secadora de roupas.

À primeira vista parece uma maravilha: 30 minutos pra fazer o que vento+sol demoram duas horas. Você tira a roupa cheirosa, quentinha que não precisa nem passar - basta dobrar enquanto está quente - e só vai se dar conta de que a sua calça perdeu cinco centímetros no comprimento quando for vesti-la no outro dia.

Nunca me esqueço do ataque de fúria do Luciano Nagel em 2009, quando tirou sua primeira leva de camisetas da secadora de roupas do dormitório do Instituto Goethe, em Bonn. Todas acima do umbigo.

Eu, depois de também inutilizar algumas peças, comecei a ficar esperta e a não colocar mais certos tipos de tecido na secadora. Camisetas de algodão, blusas de lã e qualquer tecido elástico, por exemplo, nem pensar.

Calça jeans não tem problema (a menos que seja com nylon). Meias, toalhas, lençóis e peças de tecidos que não esticam também estão fora de perigo.

Mas cuidado: calças de linho, se forem misturadas com algodão e poliéster - como a minha calça preferida, que estraguei na semana passada - NÃO PONHA NA SECADORA.


Blog: Denke ich...

25 de ago de 2011

Da série: Curiosidades


Quando a gente chega num país estrangeiro de depara com coisas muito estranhas para nossa própria cultura. Sempre me policiei a comparar as diferenças e tentar entender e respeitar os costumes.

Confesso que muita coisa não faz o mínimo sentido pra mim e as vezes acho que não se passa de algo muito idiota e ridículo hehehe, no melhor estilo tolerância zero!
Como estava muito mais interessado na natureza e nas paisagens maravilhosas da Nova Zelândia quando cheguei acabei deixando passar esses assuntos super interessantes e agora que venho lendo blogs de outros brasileiros no exterior me lembro dessas curiosidades e que não comentei a respeito delas.

As casas kiwis são feitas de madeira, muitos anos atrás mesmo as casas de dois andares eram feitas assim, hoje em dia o piso térreo é de concreto ou tijolos e o andar de cima é de madeira.
As paredes assim como vemos em cenas de filmes são facilmente quebradas por uma briga ou uma pancada, são de gesso ou de uma placa fina de compensado revestido. O resuldado são casas que fazem barulho o tempo todo e não tem isolamento térmico nenhum. Moro bemmm no sul da NZ e no inverno prova-se que essas casas não são faceis de aquecer.

Quase ninguém usa piso ou azulejos na cozinha ou banheiro, azulejos são muito caros e pisos, devido a falta de islamento térmico, são um convite a ter um iglu em forma de cozinha hehe. No lugar de piso usa-se uma cobertura de vinil que cobre o chão de madeira e é "resistente" e dura anos. No resto da casa, carpete e carpete...as vezes até no banheiro!!!!!!!

Uma coisa que eu nunca vou entender é que as cozinhas e os banheiros não tem ralo, então pra se limpar o chão nada de aguá, rodo e pano de chão, aliás rodo é uma coisa rara de se achar.
Como cozinheiro devo dizer que as cozinhas kiwis são muito mal equipadas, as pias são minúsculas e o fogão nunca fica perto da janela, as vezes o mais distante possível. A única coisa boa é a água quente disponivel na cozinha, banheiro e lavanderia, pois o aquecimento de água é central e mesmo o chuveiro não aquela maldita resistência que queima o tempo todo.


Blog: Enquanto isso na Terra Média...
Meu ralo

Hoje fiz meu showzinho aqui no edifício. Se não gostaram, não estou nem aí. Se vão me chamar de brasileira maluca, não me importa. Se tem uma coisa que me deixa nervosa, subindo pelas paredes, é que se metam dentro da minha casa. Explico. Não é comum ter ralo aqui nas casas. Na cozinha, nem pensar. Nunca fui a uma casa com ralo na cozinha. Em algumas casas, na maioria das vezes em banheiros, a gente encontra um pseudo-ralo, ou seja, é um buraco que tem uma tampa de metal, e que para tirá-la tem que desatarraxar e ser praticamente um He-Man. Ou seja, eu não consigo. O buraco serve no caso de uma inundação, para ter um lugar para a água ir embora. Quando a gente veio morar aqui no apartamento, eu pedi para que colocassem um ralo na minha varanda. Imaginem. Eu moro no primeiro andar,a varanda fica ao ar livre e não tinha ralo. Aqui não chove muito, mas mesmo assim. Não chove, mas um dia pode ser que São Pedro queira que chova. E aí?? Como é que fica? Eu vou falar para ele que não pode porque eu não tenho ralo? Enfim, depois de eu pedir muito, colocaram o meu ralinho. E claro, agora que eu tenho, eu aproveito para lavar a varanda porque fica com muito pó.

Hoje eu resolvi fazer a poda das minhas plantas porque a primavera está chegando e com ela, o sol por estas terras. Cortei, troquei a terra e coloquei remédio contra a mosca branca que ataca minhas flores. A varanda ficou um caos, então, a menina que trabalha aqui em casa me perguntou se queria que ela lavasse o chão. Eu falei que sim, já que era terra pura.

Vim para o computador e de repente escuto um blá blá blá lá fora. Eu pensei que ela estivesse falando com o vizinho, então nem fui ver o que era. Mas ela me chamou e eu acabei indo.

_Senhora, o porteiro disse que eu tenho que passar um pano na varanda, eu não posso lavar.

_Quê?? Ele te disse o quê? - já ficando vermelha.

_Ele disse que eu estou molhando o depósito lá embaixo. Ele disse para eu parar de jogar água, para eu passar um trapo se eu quiser limpar.

_ Quê?? Dentro da minha casa, eu limpo como eu quiser. E por que ele falou gritando lá de fora em vez de interfonar??

(Aqui é muito comum, os apartamentos terem depósitos na garagem, ou seja, é um quartinho, onde só se guarda treco, coisas velhas, bicicletas. Cada um tem o seu.)

E sabe o que me deixou furiosa? O porteiro falar lá de fora, fazendo um escândalo com a menina, em vez de tocar o interfone e contar o problema para mim. Se eu soubesse que havia este problema, primeiro: teria chamado o síndico, segundo: se não estivesse consertado o problema ainda, não jogaria água porque eu não sou maluca. E sabe porteiro puxa-saco? Então, adora puxar um saco de algumas pessoas daqui do prédio.

Quando a empregada me contou o problema, eu que estava de havaianas, joguei as havaianas para o alto, coloquei as botas e saí enfurecida para falar com ele. E não é que ele estava na porta da minha cozinha, quase tocando a campainha? Provavelmente, escutou algumas coisas que eu disse na varanda. Aí, ele mudou o tom. E eu lhe disse que se tivesse algum problema, que ele falasse primeiro comigo, depois com o síndico, e que não ficasse gritando lá de fora. E que se ele sabia antes do problema, deveria ter avisado antes a mim e ao síndico, e não gritado daquela maneira com a menina. E que se ele sabia mesmo que isso acontecia, como ele estava me contando, deveria ter dito isso há muito tempo para consertar. Tudo com o sangue quente, fervendo e claro, não sou da Bahia, mas rodei a baiana. Pensando agora depois que passou, foi até cômico. À medida que eu ia falando, o porteiro ia retrocedendo os passos. Sabe desenho animado? Quando o monstro abre a boca para dar um rugido e todo mundo vai andando pra trás até sair voando.

Não é a primeira vez que este homem me dá nos nervos. Outro dia, eu estava andando à vontade na minha casa quando vejo um senhor com a cara no vidro da minha varanda, sem eu saber quem era, olhando toda a minha casa. Eu, que estava sozinha em casa, quase morro de susto e quando vi, o cara estava numa escada, raspando a parede. Era o pintor. Que pintor? Se ninguém me avisou que ia haver um pintor olhando para minha casa? Desci com uma raiva e quem estava ali? O tal porteiro. Ele tinha mandado o cara pintar a minha parte sem me avisar. Ou seja, escolhemos um apartamento sem vista para outro apartamento justamente porque não queríamos "olhos" dentro de casa e quando eu vou para a sala, quem eu encontro? Uma cara no meu vidro, olhando toda a minha casa. Desci furiosa e falei que qualquer pessoa que fosse trabalhar de cara para minha casa, eu deveria ser avisada e não encontrar de repente uma pessoa quase dentro da minha sala.

Blog: CHOLITAS

Aqui e diferente


Nao lembro se ja comentei sobre coisas do cotidiano que sao diferentes aqui. Talvez tenha escrito sobre isso logo que cheguei, quando as diferencas eram mais gritantes aos meus olhos.

Dentro de casa, por exemplo:

* A maioria dos comodos nao tem luz no teto. Essa me chocou muito quando cheguei. Somente a cozinha, o banheiro e a sala tem lampadas no teto. O resto da casa nao tem e voce se vira com abajures. Tem uns que sao compridoes e ficam no chao. No geral as casas aqui sao pouco iluminadas.

* Nao ha ralos no chao do banheiro, a nao ser dentro da banheira. Ou seja, aqui nao tem essa de lavar banheiro. Ate porque as casas sao feitas de madeira. Aqui e tudo na base do paninho mesmo.

* Nao ha tanque e muito menos area de servico. Isso eu ja ate falei aqui. Bem, eu ja fui em casas que tem areas de servico, mas e muito muito raro. Eu dei sorte que minha lavanderia e um pouco maiorzinha que o normal. Cabe a maquina de lavar e a de secar (que fica em cima da de lavar, pendurada na parede). Cabe uma pessoa la dentro e eu tenho um movel pequeno e prateleiras de metal pra guardar os produtos de limpeza, roupas pra passar, etc. Mas e um cubiculo, literalmente.

* O fogao e eletrico. Novamente, voce ate encontra fogao a gas, mas o eletrico e mais comum. Se acabar a luz, ja era.

* Quando voce entra em casa (qualquer casa) voce tira os sapatos. Todo mundo deixa os sapatos na porta da casa e fica descalco dentro. Como tem muita casa com carpete, e um jeito de nao sujar muito. Mas tem a ver com o inverno tambem, quando os sapatos ficam cheios de neve e molhados. Por isso ficam todos na porta.

No transporte publico:

* Se voce esta num ponto de onibus, nao precisa fazer sinal pro motorista parar. Ele VAI parar. Eles param em todos os pontos se 1) tem gente pra descer ou 2) tem gente pra subir.

* Nao tem trocador. O motorista recebe a passagem. Quer dizer, ele nem toca no dinheiro, tem uma maquininha do lado dele pra voce depositar as moedas. Voce tem que ter o troco certinho pra pagar a passagem porque a maquina nao da troco. Grande parte das pessoas usa o passe, um papelzinho que marca a sua validade.

* Ha somente uma companhia de transporte, integrada. Todas as linhas de onibus sao da mesma companhia. O metro e a barca tambem. A passagem vale por 1 hora e meia. Voce pode usar tudo que quiser dentro deste periodo. Ha passes mensais tambem.

* Os onibus tem suporte para bicicletas na frente. Voce tambem pode entrar com bicicletas no metro em horarios permitidos.

(Tenho que ir agora, buscar Andre e ir pra casa pegar as chaves de casa e pagar o trabalho! Torcam por nos, depois eu conto mais da saga do piso…)


Blog: Colorida Vida
Eu Faxino-Tu Faxinas-Elas Não Faxinam.


Sabe aquela faxina de jogar água, limpar vidros e escalar telhado que sua mãe , empregada, avó e vizinha costumam dar toda semana as sextas-feiras? Aqui na Irlanda esquece, em um país que não existe ralo na cozinha, nem no banheiro, não é novidade que a limpeza seja reduzida a tapiações, até porque segundo a tradição, faxina das boas, acontece é na primavera.

É o que eles chamam de Spring Cleaning, é quando a família inteira (ou quem não fugir) se reune para fazer aquele faxinão, limpar vidros, as áreas esquecidas no resto do ano e aproveitar para jogar fora todas as coisas que não são mais úteis a casa e até ao guarda-roupa.

Nos países de clima frio, com inverno rigoroso essa prática é bem comum e o objetivo é renovar o ar e se preparar para abrir as janelas que ficaram fechadas durante os 6 meses anteriores.

Depois ainda tem gente (oi mãe!) que me pergunta porque eu gosto tanto da Irlanda.
Imagina a felicidade que é não ser pressionada a faxinar pesado toda semana ?!

Aliás, o segredo é esse, eu não funciono sob pressão (tá?), acho que o aspirador aqui de casa sofre da mesma síndrome...e vivemos todos em harmonia, afinal, temos que nos adequar a cultura do país em que vivemos, não é mesmo?

Mas ó, eu juro que o banho diário continua firme e forte.


Blog: Ká.Entre.Nós
Algo do Brasil me faz falta?


Bom, meus companheiros do blog já comentaram em seus respectivos posts que o que faz falta mesmo são a família e os amigos. Portanto, vou pular essa parte, e vou direto aos desejos materiais.

Acho que de modo geral, quando você desembarca em um país estrangeiro (para viver por tempo indefinido), você estranha tantas coisas que parece que tudo do no Brasil faz falta. Mas aí o tempo passa, e você percebe que tem que colocar em pratica aquela palavrinha mágica de todo o imigrante: “adaptação”.

Quando eu cheguei à Espanha, senti falta de muitas coisas. Como disse a Carla Guanais no seu post da Itália, também senti falta de um ralo no banheiro (e na cozinha). Na Espanha não existe ralo (o que eu nem acho tão grave, porque evita a indesejável entrada de insetos). Até o dia que eu descobri a fregona (foto), uma invenção espanhola, que eu acho bem prática. Agora que eu sou um exímio piloto de fregona, o ralo não me faz mais falta. Falando em ralo, desde que cheguei aqui há 7 anos, nunca mais vi uma barata.

Acho que o quesito comida é “hors concours”, para qualquer imigrante. A Espanha, na minha opinião, é um fracasso no que se refere a doces (comentei isso no meu post: Orelha de Porco e outras bizarrices). Como eu não sou fanático por doces, não tive maiores problemas, mas admito que para quem adora aquele docinho brasileiro, as opções aqui são muito restritas. Outra coisa que a Espanha não supera (mesmo) o Brasil, é no quesito “carnes”. Não são ruins, mas para quem gosta de uma bela picanha, é triste. Entre uma adaptação e outra, no que se refere à comidas de modo geral, não tenho maiores problemas.

Não como doces, encontrei umas 2 ou 3 opções de carnes razoáveis, e do resto, estou bastante satisfeito com os produtos que encontro aqui. Aliás, morar na Europa te dá a possibilidade de encontrar milhares de produtos de outros países europeus no supermercado. Você encontra tantos queijos, tantos iogurtes, tantos pães, biscoitos, vinhos, cervejas, etc, e isso enriquece sua opções culinárias, e te ajuda a superar a falta de alguns produtos.

O único produto culinário que não tem substituto aqui é a farofa. Aí você tem que apelar á família quando vêm te visitar ou alguma loja de produtos brasileiros ou latinos (que são relativamente fáceis de achar nas grandes cidades).

No que se refere ao ócio, aqui existe uma excelente oferta de livros e revistas, e eu que sou devorador de obras de história e politica, encontro de tudo. Tem muitos livros de história e política publicados na Espanha que ainda são inéditos no Brasil. Outra coisa que me deixa enlouquecido de felicidade é poder comprar nos sites da Amazon e do Ebay tudo que eu gosto no que se refere a cultura (livros, filmes e musica), sem pagar impostos e por preços mega econômicos.

O meu problema aqui na Espanha no quesito ócio é um só: ”filme dublado”. Não existe filme legendado, é tudo dublado. E eu tenho a impressão que a Espanha só tem um casal de dubladores, porque as vozes são muito parecidas em todos os filmes. A voz do James Bond é idêntica a voz do Shrek, e por isso eu já descartei ir ao cinema na Espanha há muito tempo. Gosto de filmes, mas menos mal que não sou fanático. Tenho amigos no Brasil que são cinéfilos, amam cinema a ponto de dormirem mal de ansiedade para ir a estreia de um filme. Aqui na Espanha, eles pegariam uma mega depressão.

Cada um tem suas necessidades e cada pessoa é um mundo. Pessoalmente, eu acho que na Europa as carências são mínimas. A abertura de um mercado comum Europeu colocou nas prateleiras milhares de produtos dos 27 países membros da UE e isso para mim foi tão impressionante, que eu paulatinamente, fui mudando alguns hábitos e hoje consumo produtos que antes nem conhecia.

Posso quase apostar que, para muitos de nós, hoje a situação seria inversa: Se voltássemos a viver no Brasil, sentiríamos muita falta de produtos que hoje consumimos nos países onde vivemos atualmente.


Blog: Brasil com Z

24 de ago de 2011

Coisas que me fazem falta na Itália



O fato de estar fora do seu país sempre leva à pergunta: do que sente mais falta. Claro que família e amigos é a primeira resposta, sem dúvidas. Mas não é esse o tema do post. Quero sim falar sobre coisas que me fazem falta, coisas materiais que não se encontra aqui, ou aquelas coisas que já estava acostumada no Brasil e que não encontro do mesmo jeito, mesma qualidade ou forma.

No Sonhos na Itália escrevo a série “Por aqui é diferente”, e lá pontuo tudo aquilo que pra mim é diferente, não que seja melhor ou pior, apenas diferente. E algumas coisas que colocarei aqui já falei lá, algumas diferenças fazem falta, hahaha. Vamos lá:


- Sinto falta de absorvente Sempre Livre Adapt. Não é propaganda, hahaha! É que não me encontrei com os daqui ainda, muito grossos, largos, estranhos… Saudades do que eu usava, fino, discreto, estreito atrás, rs… Talvez com o tempo, até eu testar todos, pode ser que eu encontre um preferido, por enquanto, nenhum!



- Sinto falta de um tanque e um ralo no chão do banheiro, cozinha e varanda (coisa de dona de casa?? rs). Pois é, por aqui não tem ralo, nem tanque. Faz falta quando se quer fazer uma faxina mais pesada, jogar uma água para limpar o chão ou um tanque para lavar roupas que não precisa ser lavada à máquina, etc. Pois é, mas isso per forza terei que me acostumar.



- Sinto falta de doce-de-leite, pé-de-moça, doces com côco, e todos os doces brasileiros que não se encontra por aqui. Meus sogros vieram agora e me trouxeram, huuummmm… Por mais que a Itália tem doces maravilhosos, nada como aquele que lembra a nossa infância né? E é engraçado, pois o leite italiano é maravilhoso, por isso têm tantos queijos e iogurtes, mas não têm doce-de-leite. Eles na verdade não são chegados nos doces muito doces.


- Sinto falta de frutas comuns no Brasil: goiaba, manga, mamão. Frutas que até é possível de encontrar por aqui, mas por um preço altíssimo e não é saboroso como o “nosso”.


- Sinto falta dos modelos de calças jeans brasileiros. Ainda não me encontrei por aqui. Os “cavalos” são muito altos, vestem estranhamente…. Mas uma coisa já achei melhor as daqui, são mais compridas, então para mim que sou alta, fica mais fácil de encontrar uma que vá vem nas pernas, que não fique “pula brejo”. Porém, o que adianta ficar comprida nas pernas e não cair bem na cintura e cavalo… pois é!!


- Sinto falta também das calcinhas intermediárias entre as “calçolas” (as grandes, rs) e as “tangas” (aquelas fio-dental). Por que por aqui é 8 ou 80. Ou cobre o bumbum todo ou não cobre nada! Hahahaha! Talvez um dia eu ache…rs.


- Uma outra coisa que não fez falta para mim especificamente, mas para a minha sogra que é diabética e está aqui a passeio: produtos Diet, sem açúcar. Não existe! Não existe sorvete diet, não existe produtos sem açúcar nas prateleiras. Apenas o adoçante mesmo e a Coca Zero. Será que a Itália não tem diabéticos? E se tem, como sobrevivem sem um gelato e docinhos deliciosos??? Bem, isso vou ter que descobrir ainda, rs.

Bem, acho que por enquanto é isso! Claro que tudo é adaptação. Estou aqui pouco mais de 7 meses, talvez daqui um tempo não sinta falta de nada, ou então, sentirei mais falta ainda. Vai saber! rs.


Blog: Brasil com Z